As fraudes bancárias cresceram no Brasil e têm causado prejuízos bilionários. Em 2024, golpes digitais e fraudes com cartões somaram R$ 10,1 bilhões, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
Cerca de 51% da população relatou ter sido vítima de algum tipo de fraude, e 54,2% desses casos resultaram em perdas financeiras. Os dados evidenciam a exposição dos consumidores, principalmente nos canais digitais.
Entre os golpes mais recorrentes está o da falsa central telefônica. Nele, o criminoso se apresenta como funcionário do banco e induz a vítima a informar senhas, códigos de verificação ou dados pessoais.
Também é comum o golpe da falsa portabilidade de crédito, com promessas de juros menores para obter informações e realizar transferências indevidas. Invasões de contas por meio de phishing e vazamento de dados completam a lista das práticas mais registradas.
Como agir em caso de fraude
Ao identificar movimentações suspeitas, o correntista deve comunicar imediatamente o banco pelos canais oficiais e solicitar o bloqueio da conta e dos cartões. É necessário registrar a contestação formal das transações e guardar protocolos de atendimento.
O registro de Boletim de Ocorrência, preferencialmente em delegacia especializada em crimes cibernéticos, formaliza o fato e pode auxiliar na apuração. As instituições financeiras têm responsabilidade objetiva pela segurança das operações.
De acordo com a Súmula 479 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), os bancos respondem por danos decorrentes de fraudes em operações bancárias, mesmo sem culpa direta. Caso não haja solução administrativa, é possível ingressar com ação judicial para restituição dos valores e eventual indenização por danos morais.





