Um novo tipo de crime tem preocupado passageiros em grandes cidades brasileiras. Conhecido como golpe da “sujeira”, o esquema envolve distração e furto dentro de ônibus. Relatos recentes indicam que a ação ocorre de forma rápida e coordenada.
O caso ganhou repercussão após o relato de Guilherme Giaretta nas redes sociais. O vídeo publicado alcançou grande audiência e chamou atenção para o problema. A situação reacendeu o debate sobre segurança no transporte coletivo.
Ação em grupo e distração da vítima
Segundo vítimas, o golpe começa quando um criminoso suja discretamente a roupa de alguém. A substância usada simula vômito ou outro tipo de sujeira. A abordagem inicial costuma confundir a vítima, que não percebe o que aconteceu.
Em seguida, outro integrante do grupo se aproxima oferecendo ajuda para limpar. Nesse momento, a vítima tende a ficar desorientada com a situação. A interação cria uma falsa sensação de apoio, facilitando a ação criminosa.
Enquanto isso, um terceiro envolvido aproveita a distração para cometer o furto. Objetos como celulares e carteiras são os principais alvos. O crime geralmente só é percebido após o desembarque dos suspeitos.
A influenciadora Mirian Almeida também relatou ter passado pela mesma situação. Segundo ela, tudo ocorreu em poucos segundos. A sensação descrita foi de confusão e impotência diante da rapidez.

Casos se repetem e autoridades investigam
De acordo com relatos, o padrão tem sido observado em diferentes linhas de ônibus. As ocorrências não dependem de veículos lotados para acontecer. Isso aumenta a preocupação entre usuários do transporte público.
O golpe é semelhante ao chamado “mustard scam”, já registrado em outros países. Nesses casos, criminosos utilizam líquidos para simular acidentes e distrair turistas. A prática facilita furtos em ambientes movimentados.





