Uma bactéria comum em ambientes úmidos, como banheiros, pode se tornar aliada no combate à poluição plástica. Pesquisadores brasileiros identificaram que a Pseudomonas possui capacidade de degradar materiais plásticos. O achado abre caminho para soluções mais sustentáveis.
O estudo foi conduzido por cientistas de diferentes instituições acadêmicas do país. Entre elas estão a Universidade de Sorocaba e a Universidade Estadual de Campinas. A pesquisa também contou com colaboração de outras universidades federais.
Como a bactéria atua no plástico
A Pseudomonas tem a capacidade de utilizar o plástico como fonte de energia. Ela atua quebrando moléculas complexas em estruturas menores, facilitando a decomposição. Esse processo transforma resíduos difíceis em compostos mais simples.
Entre os materiais afetados estão o polietileno e o PET, amplamente utilizados em embalagens. Esses plásticos podem levar séculos para se decompor naturalmente. A ação da bactéria acelera significativamente esse processo.
Durante os testes, os pesquisadores observaram a degradação parcial de embalagens plásticas. Em um dos experimentos, cerca de 10% do material foi consumido em curto período. O resultado demonstra o potencial biológico do microrganismo.

Produção de bioplástico e impacto ambiental
Além de degradar resíduos, a bactéria também produz substâncias úteis. Entre elas está o bioplástico, considerado alternativa ao plástico derivado do petróleo. Esse material pode reduzir impactos ambientais a longo prazo.
A pesquisa foi publicada na revista Science of the Total Environment. O estudo reforça a importância de soluções biotecnológicas no enfrentamento da poluição. A abordagem combina ciência e sustentabilidade.
Segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, grande parte do plástico produzido no mundo não é reciclada. A tendência é de aumento significativo desse volume nas próximas décadas. Isso intensifica a busca por alternativas.
Os pesquisadores agora buscam ampliar a eficiência da bactéria em laboratório. O objetivo é adaptar o processo para aplicação em escala industrial. Isso permitiria tratar grandes volumes de resíduos plásticos.





