Com a aproximação da Copa do Mundo de 2026, as casas de apostas esportivas devem alavancar o número de investimentos. Diante do cenário de ascensão das plataformas online, a Caixa Econômica Federal projetou o lançamento da “bet da Caixa”. No entanto, a instituição financeira decidiu adiar os planos devido à resistência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de seus aliados.
Decisão antes da Copa do Mundo
A princípio, a ideia do banco era lançar uma casa de apostas ligada ao Governo Federal, que poderia ser disponibilizada ao público em função da Copa do Mundo. Para remover o projeto do papel, a Caixa desembolsou R$ 30 milhões. O problema é que a bancada do PT na Câmara protocolou um projeto de lei que proíbe a exploração, a oferta, a promoção e a facilitação de apostas de quota fixa no Brasil.

“Se depender de mim, a gente fecha as bets. Obviamente que depende do Congresso Nacional, […] e todo mundo sabe quem são os deputados, partidos e senadores que estão envolvidos nisso. Não é possível a gente continuar com essa jogatina desenfreada nesse país”, disparou o presidente da República em entrevista ao site ICL Notícias.
A princípio, esse não é o primeiro posicionamento do Chefe de Estado contra as casas de apostas. Lula demonstra incômodo com as bets desde que o governo começou a discutir a regulamentação da atividade em 2024. Na análise do petista, já que colocar um ponto final nas criações, ao menos que políticas sejam revistas para que a regularização seja eficiente e traga “alguma serventia”.
E o que diz a Caixa Econômica Federal?
Embora o planejamento para a Copa do Mundo tenha sido interrompido, não há indicativos de que um lançamento futuro esteja descartado. Segundo nota emitida pela instituição financeira, os discursos estão sendo encurtados com o governo, destacando que nenhum contrato foi assinado para que a casa de aposta pudesse operar em um primeiro momento.
“A CAIXA informa que analisa constantemente, de forma responsável e alinhada ao ambiente regulatório, as oportunidades de atuação no mercado de apostas de quota fixa. Até o momento, não foram firmados contratos para operacionalização da plataforma, tampouco há qualquer obrigação de pagamento de multas relacionadas ao tema. A CAIXA reforça que suas decisões estratégicas observam critérios técnicos, legais e de sustentabilidade, sempre em consonância com as diretrizes do Governo Federal”, diz a nota.





