Diante do cenário atual composto por um aumento considerável de usuários optando por contratar serviços de bancos digitais, o PicPay, fundado no Espírito Santo, entrou com um pedido para vender ações na Nasdaq, Bolsa de Valores nos Estados Unidos. Embora os trâmites estejam em processo inicial, essa pode ser a primeira instituição financeira capixaba a abrir capital em território norte-americano.
Conforme o head de Dados e Tendências Macroeconômicas do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Espírito Santo (Ibef-ES), Marcel Lima, os clientes do banco não precisam se preocupar com mudanças drásticas. Isso porque não haverá alteração direta, em um primeiro momento, a não ser promover saldos positivos em um futuro próspero.

“Os clientes podem ser impactados positivamente, já que a empresa pretende utilizar parte do recurso para a implementação de novos serviços (como seguros, investimentos e crédito), além da melhoria na infraestrutura tecnológica e de segurança”, explicou o empresário, sem estipular data para as mudanças de cursos diante da venda das ações.
O detalhe interessante é que, em 2021, o PicPay já havia tentado abrir capital na Nasdaq, mas recuou, uma vez que o mercado global à época começou a sofrer com a alta dos juros e uma aversão a empresas de tecnologia deficitárias. Porém, no ano seguinte o cenário mudou, com o banco deixando de ter prejuízos e começando a lucrar.
Na análise do head do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Espírito Santo, são estimadas no mercado que as operações levantem até US$ 500 milhões (aproximadamente R$ 2,7 bilhões na cotação atual). Sendo assim, a venda das ações na bolsa norte-americana será a primeira de uma empresa nacional desde o Nubank, ao final de 2021.
Próximos passos a serem dados pelo banco
Entendendo a necessidade de sanar as arestas nos bastidores, a instituição financeira deseja que a oferta aconteça ainda em janeiro, com as apresentações para investidores (roadshows) começando por volta do dia 20. Em contrapartida, a definição do preço da ação deve ser evidenciada apenas ao final do mês, caso as condições de mercado permitam.
O que se sabe é que o mecanismo apresenta pedido firme de compra, com US$ 75 milhões do fundo Bycicle, de Marcelo Claure, ex-gestor do Softbank e que também investiu no Nubank e no Inter. A listagem prevê a emissão de novas ações Classe A. Sendo assim, a J&F Participações, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, continuará no controle do PicPay.





