O Bradesco anunciou o fechamento de 342 agências, 1.002 postos de atendimento e 127 unidades de negócio entre junho de 2024 e junho de 2025. A medida faz parte de uma reestruturação interna do banco, que segundo a instituição, tem como objetivo otimizar custos e modernizar o atendimento.
A decisão impacta principalmente clientes idosos e moradores de cidades menores, que dependem do atendimento presencial para realizar operações básicas, precisando se deslocar para agências mais distantes.
A redução de postos de trabalho também é significativa. No período citado, o banco cortou 2.564 funções, sendo 1.218 apenas no último trimestre. O movimento gerou protestos organizados por sindicatos de bancários, que alertam para a sobrecarga dos funcionários remanescentes e a diminuição da segurança nas agências, com a retirada de equipamentos como portas giratórias e vigilantes.
Segundo representantes sindicais, a política de fechamento de agências e demissões compromete o atendimento humanizado e gera insegurança tanto para clientes quanto para trabalhadores.

Impactos para clientes e estrutura do banco
O fechamento de unidades atinge principalmente cidades menores, onde a presença física do banco é essencial. Para muitos clientes, especialmente idosos, o deslocamento até agências mais distantes é necessário para resolver questões básicas.
Apesar das críticas, o banco mantém operação em todo o país e reforça o uso de serviços digitais como alternativa para acesso a contas, pagamentos e transferências. Embora a reestruturação não indique falência, evidencia a transição de grandes instituições financeiras para modelos de atendimento mais digitais e centralizados.
A mudança busca otimizar recursos, mas cria desafios de acesso para determinados públicos e aumenta a pressão sobre funcionários, que precisam lidar com maior demanda em menos unidades.





