Apesar de ser uma das instituições financeiras mais tradicionais do Brasil, o Bradesco decidiu encerrar suas atividades em agência localizada na cidade do Rio de Janeiro. Situada na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, próximo ao Forte de Copacabana, o estabelecimento deixou de abrir as portas para a população em maio deste ano.
O detalhe curioso é que o banco permanece operando sem empecilhos em outras regiões da capital fluminense, denotando a normalidade nos serviços ofertados. A título de curiosidade, o encerramento das atividades esteve diretamente ligado à venda do terreno, que agora tem outras funcionalidades.

O espaço onde costumava funcionar a instituição financeira deu lugar para a construção de um empreendimento imobiliário de alto padrão. Sob posse da área, a empresa Balassiano Engenharia anunciou o soerguimento de um residencial com 156 unidades do tipo estúdio, onde serão evidenciadas no entorno de 900 metros quadrados.
Devido ao constante acesso de clientes diários, o Bradesco emitiu nota solicitando que aqueles que desejam buscar atendimento, se direcionem a outros postos da instituição. No entanto, é possível utilizar os canais digitais e telefônicos disponibilizados pelo banco. Isso fará com que contratempos sejam descartados e as pessoas não se desloquem à toa.
Banco do Brasil vê lucro despencar
A busca por bancos digitais tem aumentado exponencialmente nos últimos anos, o que evidencia a redução nos lucros das agências físicas. A exemplo disso podemos citar o Banco do Brasil, que registrou lucro líquido ajustado de R$ 3,8 bilhões no segundo trimestre de 2025. O problema é que o montante em questão corresponde a redução de 60% do que foi apresentado no mesmo período do ano passado.
O balanço foi divulgado no dia 14 de agosto, evidenciando a quebra da expectativa de analistas, o que reflete o aumento considerável da inadimplência entre pessoas físicas e no agronegócio. Sobretudo, a taxa de insolvabilidade total subiu de 3% para 4,21% da carteira em 12 meses.
“Apesar do cenário positivo para a safra no Brasil em 2025, com uma colheita recorde, e do elevado percentual de garantias nessa carteira, há um estoque de operações que não foram pagos na safra 2024/2025, inclusive, por conta das recuperações judiciais no setor, que exigem maior provisionamento sob a nova regulação”, informou o Banco do Brasil em seu balanço.





