A evolução dos seres vivos permanece levantando questionamentos por parte dos estudiosos, que tentam juntar as peças do quebra-cabeça a fim de entender a motivação por detrás de cada comportamento. Ainda que os humanos tenham atingido um nível superior de raciocínio, alguns animais espalhados pela natureza conseguem surpreender com tamanha perspicácia.
Seja para se defender de predadores ou atacar outros bichos, alguns são ardilosos em escalas que deixam os seres humanos incrédulos. Embora a raposa seja considerada um dos animais mais astutos, inteligentes e com alta habilidade de adaptação, outros conseguem colocar o mamífero em segundo planos. Mas, afinal, quais são os bichinhos mais malandros?
Dissimulação dos animais
Na natureza, cores vibrantes podem servir como um aviso de que um animal é venenoso ou peçonhento. Dessa forma, predadores aprendem a evitar presas de cores chamativas, o que é um ponto favorável para aqueles que conseguem imitar as características de outras espécies. Nesse caso, a inofensiva mariposa-vespa-lunar se disfarça de inseto picador, enquanto a rã-flecha-mímica blefa se passando pela rãs-flecha, altamente venenosa.
Para dissimular outras espécies, é comum que manchas oculares sejam evidenciadas, principalmente entre borboletas e mariposas. Dessa forma, a mariposa-falcão-de-olhos-vermelhos exibe um par de manchas coloridas em suas asas posteriores para assustar um possível predador. O problema é que a espécie não é perigosa, reproduzindo apenas as características da mariposa-coruja e borboletas-coruja.
Camuflagem como arma especial
Talvez a prática mais impressionante do reino animal, a camuflagem consiste em assumir características a fim de contar com a mesma coloração de um ambiente. Servindo como um blefe, é uma das melhores armas para quem deseja se livrar de uma possível captura. Dessa forma, em recifes de coral, é comum a peripécia ser notória em cavalos-marinhos pigmeus, peixes-pedra e tubarão-tapete-franjado.
Em contrapartida, nas florestas tropicais, é possível ver alguns animais se parecerem com folhas e outras partes de árvores. No rol em questão, entram as rãs-chifrudas escondidas entre a serapilheira e grilos camuflados como folhagem, até mesmo com as falsas nervuras e orifícios nas asas. No mais, aparecem os bichos-pau espinhosos se passando por pequenos galhos para não serem descobertos.
Cores falsas
Comumente associado à capacidade de mudar de cor para se camuflar em qualquer ambiente em que se encontrem, os camaleões são mestres em fugir de predadores e curiosos. No entanto, um outro bichinho livre na natureza e que costuma pregar peças em outras espécies é o polvo. Ainda que na água, esses seres podem mudar de coloração, padrão e textura à vontade.
Imitação de outras partes do corpo
A título de curiosidade, o automimetismo consiste em um organismo imitar outra parte do seu próprio corpo ou outro indivíduo da mesma espécie para obter alguma vantagem. Nesses casos, as borboletas azuis e as borboletas-cauda-de-andorinha costumam projetar falsas cabeças, compostas por olhos artificiais. Essa façanha auxilia a desviar os predadores das partes mais vulneráveis do corpo.
“Flores” que precisam ser mantidas distantes
De modo geral, o néctar é uma fonte de alimento valorosa para muitos insetos, pássaros e morcegos, mas alimentar-se de flores pode ser uma atividade perigosa. Isso porque alguns predadores espreitam em emboscadas, muitas vezes usando disfarces florais extremamente astutos. A título de compreensão, essa engenhosidade é conhecida como mimetismo agressivo.
Nesses casos, o louva-a-deus orquídea tem uma semelhança impressionante com a flor que lhe dá nome, e as aranhas-caranguejo frequentemente imitam a coloração das flores, onde aguardam pacientemente por suas presas. Por sua vez, a víbora-de-cílios-amarelos, cobra altamente venenosa, costuma ficar escondida entre as flores de bananeiras e helicônias, onde se camufla perfeitamente.




