Enquanto o Corinthians declina ao decorrer da temporada, a Ferroviária caminha a passou largos para ter sua Sociedade Anônima de Futebol vendida a um grupo de russos. De acordo com o jornalista Valentin Furlan, o atual dono da SAF paulista, Filippo Bertolucci, deseja seguir fazendo parte do clube mesmo com a transferência das ações.
Outrora negando a possibilidade de se desfazer a Sociedade Anônima de Futebol da Ferroviária, Bertolucci voltou atrás por enxergar um beco sem saída em sua frente. Projetando o retorno da Locomotiva à elite nacional ao final da atual temporada, o empresário se depara com a 14ª posição da Série B, com três pontos de diferença para o Volta Redonda, primeiro plantel da zona de rebaixamento.
“Grupo Bertolucci encaminhou a venda da SAF da Ferroviária a grupo investidor da Rússia. Passivos e ativos anteriores à assinatura do contrato seguirão sob responsabilidade do Grupo Bertolucci. Depois, gestão e obrigações passam aos russos. Tratativas em moldes finais. Acordo com o grupo russo deve prever que uma pessoa indicada do Grupo Bertolucci permaneça à frente da SAF após conclusão da operação”, cravou Valentin Furlan.
Depois de 30 anos em séries desprovidas de visibilidade, a Ferroviária conseguiu fazer a festa da torcida ao cravar retorno à segunda divisão do Campeonato Brasileiro. O problema é que o rival do Corinthians não tem apresentado boas performances sob o comando do técnico Vinícius Bergantin. Sobretudo, em 2025, são cinco vitórias, oito empates e sete derrotas na Série B.
Crise no Corinthians ganha novos capítulos
Em pouco mais de um ano à frente do Corinthians, Augusto Melo foi destituído do posto de presidente do Corinthians, sob investigação de desvio de dinheiro. Diante do drama público, o presidente do Conselho Deliberativo do Time do Povo, Romeu Tuma Júnior, abriu o verbo e confirmou a necessidade de virar a página e punir aqueles que roubaram a instituição.
O Corinthians precisa virar essa página (do impeachment de Augusto Melo), precisa renascer das cinzas, precisa funcionar. Renascer das cinzas. Sabe por quê? Quero voar com águia, águia voa com águia. A gente quer ser um Flamengo, e vamos ser. […] Não vamos conseguir fazer um estatuto que abarque todos os problemas que temos. Tem que vir uma lei federal para proteger o clube, obrigar os dirigentes a apresentar contas. As decisões são políticas. Aqui é luta política”, disse Tuma.




