O Exército Brasileiro tem avançado na modernização de sua frota militar com a incorporação do VBTP-MR Guarani, blindado sobre rodas desenvolvido para renovar a infantaria mecanizada. O modelo foi concebido para garantir maior mobilidade em rodovias, um desempenho consistente em terrenos irregulares e capacidade anfíbia, características consideradas estratégicas para a diversidade geográfica do país.
Em apresentações e materiais técnicos divulgados publicamente, o veículo aparece com peso aproximado de 18 toneladas em configuração operacional, podendo variar de acordo com os equipamentos embarcados e os kits adicionais de blindagem. O projeto prevê a substituição gradual de viaturas antigas, consolidando uma plataforma nacional produzida em parceria com a Iveco Defence Vehicles.

Do ponto de vista mecânico, o Guarani adota tração 6×6 e é equipado com motor FPT Cursor 9, com potência divulgada de 383 cavalos. A velocidade máxima em rodovias é estimada em cerca de 110 km/h. Já em terrenos não pavimentados, foi projetado para manter a capacidade de deslocamento em condições comuns ao território do Brasil, como areia, lama e estradas de terra.
Blindado do Exército tem características que chamam a atenção
A aptidão anfíbia faz parte do conceito original do blindado. Registros públicos indicam a presença de duas hélices traseiras para propulsão na água, acionadas por sistema próprio do veículo. Nessas condições, a velocidade costuma ser apontada entre 9 e 10 km/h, dependendo do ambiente e da carga transportada.
No campo da proteção, o Guarani é descrito como um blindado voltado à resistência contra minas terrestres e artefatos explosivos improvisados. O casco em formato de “V” foi projetado para desviar a onda de choque para as laterais, reduzindo o impacto sob a cabine e dando maior segurança aos soldados. Documentos técnicos mencionam ainda uma resistência equivalente a explosões de até 6 kg de carga, dentro dos parâmetros da categoria.





