Com cerca de 80% das obras já concluídas, a Ferrovia Transnordestina avança rumo à fase final e se consolida como um dos maiores projetos logísticos em execução no Brasil. A ferrovia, que terá mais de 1.200 km de extensão e vai passar por 53 municípios, é considerada estratégica para melhorar o escoamento da produção do Nordeste em direção aos portos da região.
O empreendimento integra a carteira de investimentos do Novo PAC e recebeu recursos bilionários do Governo Federal para garantir a conclusão da primeira etapa. O projeto prevê a ligação de áreas produtoras do interior nordestino ao litoral, criando uma rota mais eficiente para transportar grãos, minérios e outros produtos destinados ao mercado externo.

Para acompanhar o andamento dos trabalhos, o secretário nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, realizou uma vistoria em trechos considerados decisivos da obra no Ceará. Ele visitou os lotes 9 e 10, que somam 97 km de extensão e atravessam municípios como Baturité, Aracoiaba, Redenção, Acarape, Guaiúba, Palmácia, Maranguape e Caucaia.
Nova ferrovia do Brasil terá grande proporção nacional
“O avanço dessas obras mostra o tamanho do empreendimento e a importância da Transnordestina para o Nordeste. A ferrovia vai permitir transportar cargas de forma mais eficiente, além de contribuir para a descarbonização do setor de transportes”, declarou o secretário. A linha ferroviária deverá conectar áreas agrícolas e mineradoras ao Porto do Pecém, no Ceará, ampliando a competitividade da produção regional.
Com investimento total estimado em R$ 14,9 bilhões, a primeira fase da Transnordestina já recebeu R$ 11,3 bilhões. Até agora, 727 km da linha principal foram concluídos, enquanto 326 km permanecem em construção. A concessionária Transnordestina Logística S.A. também iniciou testes operacionais e realizou um transporte experimental de 946 toneladas de sorgo entre terminais no Piauí e no Ceará, percurso feito em 16 horas.





