O Brasil se tornou um dos principais alvos do crime cibernético, ocupando a terceira posição mundial em detecções de ransomware. De acordo com o “Relatório de Ameaças Cibernéticas da Acronis”, o país é superado apenas pelos Estados Unidos e pela Índia.
O relatório indica que o phishing continua sendo a principal forma de ataque, responsável por 52% das tentativas de sequestro de dados. Nos últimos seis meses, o volume médio de tentativas por usuário aumentou em 20%, evidenciando a intensificação das campanhas de engenharia social.
Uso de Ferramentas Legítimas
Uma das táticas mais alarmantes é o uso de ferramentas legítimas do Windows, como o PowerShell, pelos hackers. Essa abordagem permite que os ataques sejam realizados de forma menos detectável, dificultando a identificação por softwares de segurança.
A utilização de funções normais do sistema operacional reduz a necessidade de arquivos maliciosos, tornando os ataques mais furtivos e complicados de rastrear. O crime organizado também está adotando a inteligência artificial para aprimorar suas operações.
Grupos criminosos estão utilizando essa tecnologia para automatizar extorsões e criar conteúdos falsos, como deepfakes, que são usados em golpes de sequestro virtual. A crescente complexidade desses ataques exige uma resposta rápida e eficaz das empresas para proteger seus dados e operações.
Os setores mais atingidos por esses ataques incluem manufatura, tecnologia e saúde, que apresentam baixa tolerância a interrupções. Globalmente, mais de 7.600 vítimas tiveram seus dados expostos por grupos como Qilin, Akira e Cl0p. O relatório enfatiza a necessidade de as empresas automatizarem suas defesas e anteciparem ameaças para enfrentar essa nova realidade do crime cibernético.





