Diante da necessidade de modificar a realidade financeira dos clubes, diversos dirigentes estão negociando o naming rights de seus respectivos estádios. Imerso em dívidas que se aproximam da casa do bilhão, o time brasileiro que mais ergueu títulos internacionais está perto de fechar parceria milionária com a BYD, empresa chinesa de veículos elétricos.
Nos últimos dias, o São Paulo intensificou negociações com a montadora asiática para um novo contrato de naming rights do estádio do Morumbi, outrora negociado com o BIS. Para amenizar a dívida de R$ 912 milhões, o tricolor aceita alterar o nome do estádio para “MorumBYD”, em um acordo que pode render ao time cerca de R$ 600 milhões ao longo de dez anos.

Segundo informações preliminares do UOL, o clube apresentou oferta inicial de aproximadamente R$ 60 milhões por temporada para alterar o nome de sua casa. Caso a parceria seja concretizada, o novo contrato representaria um aumento expressivo em relação ao vínculo atual com a Mondelez, responsável pela marca “Morumbis”.
A título de curiosidade, o acordo, firmado no fim de 2023, gera cerca de R$ 25 milhões anuais ao São Paulo, com validade até dezembro deste ano. Na análise dos dirigentes do São Paulo, a extensão da parceria com a Mondelez é considerada improvável. Isso porque as conversas esfriaram, especialmente devido ao fato de o tricampeão mundial desejar uma elevação dos valores.
Situação financeira do São Paulo
Ainda que os diálogos com a BYD estejam em andamento, os dirigentes do Tricolor do Morumbi alinham estratégias para conter as dívidas. O novo presidente do São Paulo, Harry Massis, afirmou que uma das prioridades na sua gestão é tentar conter e solucionar a grave crise financeira que acomete a instituição. Por consequência do asfixionamento dos orçamentos, o atraso de salários é uma prática recorrente no clube.
Nesse intervalo, o último balanço revelado pelo FIDC (Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios Outfield), parceira da Galápagos Capital, mostrou uma redução da dívida total do time paulista de R$ 968 milhões em dezembro de 2024 para R$ 912 milhões. Portanto, com a chegada de novos investidores, a tendência é que as pendências sejam reduzidas nos próximos anos.





