Apesar de atualmente estar à frente da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti “conseguiu” salvar o emprego do técnico Xabi Alonso. Sob risco de ser demitido do Real Madrid, o espanhol adotou a metodologia do veterano para rotacionar a equipe. Como resultado das peças realocadas à titularidade, o treinador garantiu vitória importante e manteve suas funções nos merengues até o próximo jogo.
Neste domingo (14), em partida válida pela 16ª rodada da LaLiga, o Real Madrid visitou o Alavés no estádio Mendizorrotza. Para a surpresa dos torcedores, Rodrygo, que outrora era titular de Ancelotti, voltou a fazer parte dos 11 jogadores iniciais. Como resultado da montagem do elenco, a equipe de Xabi venceu fora de casa por 2 a 1, reduzindo a distância do Barcelona a quatro pontos.

Ainda que tenha tentado mostrar a todo custo que conseguiria impor seu estilo de jogo no Real, o técnico espanhol voltou à estaca zero, sendo obrigado a reproduzir o estilo de Carletto. Com Vini Jr., Rodrygo e Mbappé juntos novamente, os torcedores puderam relembrar os momentos áureos do elenco. Além disso, Alonso se inspirou no treinador italiano também na tática: sem a bola, o time passava a jogar num 4-4-2.
Permanência no Real Madrid é motivo de alerta
De modo geral, a liberdade de movimentação de Vinícius e Mbappé rendeu frutos, com o francês abrindo o marcador aos 24 minutos da primeira etapa. Por sua vez, o brasileiro conseguiu encontrar Rodrygo, que estufou as redes e mostrou seu desejo de voltar à titularidade. Por consequência do entrosamento dos jogadores, a imprensa espanhola rasgou elogios aos jogadores da seleção canarinha, mas detonou o treinador.
“Xabi Alonso é um sobrevivente… Ele superou a falta de forma e controle da partida, especialmente após o gol de abertura de Mbappé, para sair com a vitória. Vinicius, que o abraçou após o gol, e Rodrygo, que lembrou sua antiga forma, o ajudaram. O Real Madrid não está em condições de apresentar um futebol refinado. Nem confiança, nem futebol. Uma situação ruim quando o emprego do treinador está em risco”, disparou o jornal Marca.
Ao longo de seis meses à frente do Real, Alonso conta com 23 partidas orquestradas, convertidas em 16 vitórias, três empates e quatro derrotas. Por sua vez, o ataque espanhol descendeu, marcando apenas 47 gols, enquanto a defesa falhou em outras 23 oportunidades.



