As casas pré-fabricadas desenvolvidas por empresas chinesas já fazem parte do catálogo de grandes varejistas nos Estados Unidos e podem, em um futuro próximo, estar disponíveis também nos supermercados do Brasil.
O modelo de venda, que une praticidade e preços mais acessíveis em comparação ao mercado imobiliário tradicional, vem ganhando destaque nas redes sociais e chamando a atenção de consumidores interessados em alternativas habitacionais.
Atualmente, redes como Walmart, Amazon e eBay oferecem modelos produzidos por fabricantes chineses, como Zhonghao e Bovono, além da norte-americana Chery Industrial. Os preços variam entre US$ 5 mil e US$ 40 mil, dependendo do tamanho e das especificações.

Como funciona a venda das casas pré-fabricadas
A proposta é simples: o cliente adquire o produto pela internet e recebe a estrutura desmontada em seu endereço. As casas são compactas, mas já incluem divisão de ambientes, com espaço para quarto, sala, banheiro, cozinha e área de jantar.
No entanto, chegam sem mobília ou eletrodomésticos, cabendo ao comprador equipar o imóvel conforme suas necessidades. Nos EUA, essas construções surgiram como alternativa ao déficit habitacional, que se agravou após a crise imobiliária de 2007 a 2009.
O aumento no preço dos imóveis levou parte da população a buscar soluções menores, mas funcionais, como as casas pré-fabricadas. Diferente dos trailers, que já são comuns no país, essas estruturas oferecem mais estabilidade e podem ser fixadas ao terreno com reforço de concreto, garantindo maior segurança.
Assim como aconteceu nos Estados Unidos, onde a prática já ocorre há mais de um ano, a comercialização de casas pré-prontas em supermercados pode se expandir para outros países, inclusive o Brasil. A entrada desse modelo no mercado nacional dependerá da adaptação às normas locais de construção e habitação, além da logística de transporte e montagem.




