O hipismo tem adquirido espaço no Brasil com o passar dos anos e um novo equino tem chamado a atenção da modalidade por sua versatilidade. Trata-se do cavalo nordestino, também conhecido como Highlander. Portador de uma incrível capacidade de resistência, o animal pode percorrer até 70 km em um único dia, e o principal, sem o uso de ferraduras.
Embora os cuidados com os cavalos devam ser frequentes, nem todos os tutores conseguem reunir munição financeira em prol dos melhores tratamentos. A título de curiosidade, a alta obstinação presente no Highlander é oriunda de séculos de adaptação às exigentes condições do sertão nordestino.
Aos amantes por equinos, o cavalo em questão foi introduzido no Brasil durante o período colonial, por intermédio da origem das raças Barbo, Bérbere e Norte-Africano. Símbolo de resistência, o Highlander comporta musculatura forte em seu porte médio, com altura variando entre 1,30m e 1,50m na cernelha.
Ainda que a resistência seja uma de suas principais virtudes, o cavalo nordestino possui um temperamento ativo e dócil, tornando-o ideal para diversas atividades. Com ele é possível exercer operações com gado e até mesmo praticar esportes, além do transporte de cargas leves.
Cavalo é símbolo do Nordeste brasileiro
Presente nas mais variadas cidades do Nordeste brasileiro, o cavalo detém cascos rígidos que proporcionam estabilidade mesmo em terrenos pedregosos e irregulares. Para se ter uma noção da importância do animal para a região, o Highlander desempenha um papel crucial na vida econômica local.
Todavia, apesar de seu reconhecimento pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a raça ainda enfrenta barreiras para ter sua criação organizada. Nesse ínterim, a Associação Equestre e de Preservação do Cavalo Nordestino (AEPCN) estuda formas de garantir a continuidade e a valorização desse patrimônio genético equino brasileiro.





