Comprometida em ascender tecnologicamente, a China deu um passo importante diante da busca por materiais resistentes. Embora os padrões industriais decretem fibras com grau de qualidade entre T300 e T700, o país asiático colocou em prática anos de investigações. Como resultado, o alto desempenho dos testes projetou a fabricação de modelos como a T800 e a T1000.
O detalhe curioso é que a fibra mais avançada e mais resistente consiste no desempenho T1100, de grau espacial. O modelo em questão somente é fabricado no Japão e Estados Unidos, rol que pode incluir a China nos próximos meses. Nos últimos anos, para garantir uma produção estável, a Universidade de Shenzhen tem trabalhado junto à empresa Changsheng Technology.
Enquanto os pesquisadores chineses desenvolvem novas técnicas, o protagonismo permanece nas mãos das duas nações. Em resumo, a japonesa Toray Industries é a referência absoluta no mercado, sendo a grande responsável por produzir a T1100. Em seguida, aparecem os Estados Unidos, com a Hexcel, detentora do HexTow IM10.
Para uma melhor compreensão sobre a importância da técnica, o material super-resistente é produzido em pequenas amostras em laboratórios, mas o difícil é escalar para volumes industriais. Nesse cenário, a China, assim como fez o Japão e os Estados Unidos, tem conciliado capital estatal, pesquisa universitária em laboratório e fábrica trabalhando para conseguir o produto final.
Qual é a importância do estudo?
Embora os estudos sigam em andamento, os investimentos na pesquisa tendem a colocar um fim na dependência tecnológica que o país enfrenta. Em outras palavras, isso significa que, uma vez que a fabricação estiver ativa, os programas aeroespaciais e de defesa da China não ficarão mais limitados pelo fornecimento externo da fibra de carbono extremamente resistente.
Sobretudo, a fibra de carbono T1100 é o material estrutural mais resistente (na relação resistência-peso) e mais leve que o ser humano consegue produzir em escala. Na prática, apresenta sete vezes mais força que o aço, pesando apenas um quarto. No mais, é imprescindível para a fabricação de caças, satélites, foguetes e aviões civis.





