Responsável por deter a segunda maior economia do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, a China assinou um projeto audacioso para os próximos anos. Projetando revolucionar o setor imobiliário de uma forma inusitada, autoridades validaram a construção de ilhas no meio do mar, enfatizando a capacidade tecnológica do país asiático.
A princípio, as conversas foram iniciadas no ano de 2013, mas foram cessadas devido ao amplo investimento demandado para as operações. No entanto, o governo chinês reconheceu a importância de oferecer aos visitantes de outras nações a possibilidade de se hospedar no meio do oceano. Dessa forma, milhões de toneladas de areia e sedimentos serão realocados aos recifes de coral.

De acordo com as previsões, o empreendimento será estabelecido nos arquipélagos de Nansha e Xisha, conhecidos também como Ilhas Spratly e Paracel. Reunindo investimentos para a obra, é estimado que em 2026 o projeto finalmente saia do papel. Por outro lado, a construção das ilhas declara o interesse de firmar a soberania territorial, o controle militar na região, o monitoramento marítimo e a proteção de rotas comerciais.
O problema é que, mesmo com o desejo latente de tornar-se um espelho em meio aos investimentos em alta tecnologia, a China vem sofrendo pressões externas. De acordo com especialistas e países vizinhos, o desejo de construir ilhas no meio do oceano é encarado como uma militarização para reforçar reivindicações e controlar a região, transformando recifes em bases militares.
Cientistas criticam projeto governamental
Enquanto governos opositores tentam impedir a construção dos empreendimentos em território chinês, estudiosos alertam sobre os riscos da ação humana. Em outras palavras, para que as ilhas sejam erguidas, áreas de recifes de coral e ecossistemas marinhos sensíveis serão destruídas pelo avanço do projeto, o que pode tornar o problema irreversível.





