O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, declarou em uma coletiva de imprensa em Pequim, nesta quarta-feira (11), que o país asiático tem um compromiso de apoiar Cuba, nação que ainda sofre com as sanções e com o bloqueio impostos pelo governo dos Estados Unidos nos últimos anos.
Em janeiro de 2026, a China chegou a enviar 60 mil toneladas de arroz e uma ajuda emergencial no valor de 80 milhões de dólares (cerca de R$ 417 milhões na cotação atual). A iniciativa teve como objetivo ajudar ao povo cubano a diminuir a escassez de alimentos causada pela crise energética que afetou o país da América Central.

Durante o discurso, Lin Jian destacou ainda que a China discute assuntos relacionados ao envio de combustível e uma nova ajuda financeira à Cuba: “A China, como sempre, fornecerá a Cuba apoio e assistência da melhor forma possível”, declarou o porta-voz do ministério. Na sequência, foi dito que o país asiático apoia a soberania nacional dos cubanos e está contrária à interferências estrangeiras na ilha.
China apoia Cuba publicamente após sanções dos Estados Unidos
“A falta de energia tem prejudicado a produção de alimentos, os serviços de saúde e até mesmo o transporte público”, comentou Lin Jian, criticando o bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos do presidente republicano Donald Trump, que afeta principalmente os setores de energia, transporte e agricultura.
Foi dito também que a crise tem afetado o dia a dia dos cubanos em diferentes aspectos. Um dos exemplos mencionados foi a suspensão de voos internacionais devido à falta de combustível. A China mais uma vez se mostrou contrária às ações dos Estados Unidos e reforçou que vai seguir apoiando Cuba diante desse cenário. “A China está ciente dos desafios que Cuba enfrenta e, como sempre, fará o possível para ajudar a aliviar essas dificuldades”, concluiu.





