Uma iniciativa pública no Sul do Brasil vem ganhando visibilidade ao apresentar resultados expressivos no enfrentamento à dependência química. Em Criciúma, o número de internações já ultrapassou a marca de 500 em 2026. O modelo adotado tem chamado atenção por ir além das abordagens tradicionais.
Estratégia amplia foco além da internação
O programa municipal foi estruturado para atuar em diferentes etapas do processo de recuperação. Desde a abordagem inicial nas ruas até o encaminhamento para tratamento, a ação busca integrar serviços. A proposta inclui tanto internações voluntárias quanto involuntárias.
Um dos principais diferenciais está no acompanhamento após a saída das clínicas. A iniciativa entende que a recuperação não termina com a desintoxicação. Por isso, os participantes continuam recebendo suporte contínuo.
Esse acompanhamento envolve a criação de uma rotina estruturada para os beneficiários. A inserção em atividades práticas tem sido utilizada como ferramenta de reabilitação. A estratégia busca reduzir riscos de recaída e fortalecer vínculos sociais.
Reinserção social e apoio contínuo
Após o tratamento, os participantes são direcionados para atividades de capacitação e աշխատանքի. Programas de apoio financeiro também fazem parte do processo. A ideia é garantir condições mínimas para reconstrução da autonomia.
A presença de ex-dependentes em atividades urbanas já é visível em diferentes regiões da cidade. Trabalhos como manutenção de espaços públicos ajudam na reintegração. Essas ações contribuem para devolver senso de pertencimento.
Além disso, o programa atua com equipes multiprofissionais. Profissionais da saúde, assistência social e segurança pública participam das operações. Essa integração permite respostas mais completas às diferentes situações.

Crescimento dos atendimentos e desafios
Os números indicam aumento na procura pelo programa ao longo dos últimos anos. Em 2025, foram registradas mais de 470 internações voluntárias. Já no ano seguinte, o total superou a marca de 500 atendimentos.
Apesar dos resultados, a iniciativa enfrenta desafios relacionados ao financiamento. Atualmente, os custos são totalmente assumidos pelo município. A ausência de apoio financeiro de outras esferas públicas é apontada como obstáculo.





