A chilena Arauco selecionou Inocência, município de 8,4 mil habitantes no Mato Grosso do Sul, para abrigar o maior projeto de celulose do mundo em etapa única. Com investimento de US$ 4,6 bilhões (ou R$ 25 bilhões na conversão direta), a iniciativa promete gerar mais empregos do que a população local durante sua fase de construção.
A região foi priorizada devido ao ciclo de crescimento acelerado do eucalipto: sete anos, contra 12 no Chile. Essa vantagem competitiva consolidou o estado como destino para investimentos florestais. O Projeto Sucuriú incluirá 400 mil hectares de plantios, integrando Inocência ao “Vale da Celulose”, corredor industrial focado na produção sustentável de fibras.
Impacto econômico supera dimensão populacional
Na fase de construção, prevista até 2027, serão criados 14 mil postos de trabalho temporários. Após a inauguração, a fábrica manterá 6 mil empregos diretos e indiretos em áreas como logística, manutenção e reflorestamento. A planta terá capacidade para produzir 3,5 milhões de toneladas de celulose anuais e gerará 400 megawatts de energia, metade destinada ao sistema elétrico nacional.

Município agropecuário ganha novo perfil
Inocência, fundada em 1959 e conhecida como “Princesinha do MS”, possui PIB de R$ 406,2 milhões, majoritariamente vinculado à agropecuária. Com PIB per capita de R$ 53,6 mil, o projeto promete diversificar a economia local. A infraestrutura logística para escoamento da produção já está em discussão, incluindo conexões ferroviárias e ampliação de rodovias.
A Arauco destaca que a operação seguirá padrões de sustentabilidade, com sistemas de controle de emissões e reaproveitamento de resíduos. O modelo adotado vai servir como referência para futuros empreendimentos do setor no Brasil, alinhando produtividade a critérios ambientais.




