Durante a década de 70, a aparição do vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) gerou grande repercussão mundial, principalmente por seu diagnóstico decretar o óbito dos infectados. Contudo, cientistas descobriram o que pode ser a cura definitiva para a doença. Recentemente, um homem na Alemanha tornou-se o sétimo paciente livre da enfermidade.
A notícia foi comemorada em escala global, tendo em vista que o homem foi curado totalmente do HIV após receber um transplante para tratar seu câncer de sangue. O diferencial dos demais casos é que as células-tronco transplantadas não eram totalmente imunes ao vírus. Dessa forma, uma outra alternativa futura pode surgir.

O caso mais recente envolve uma pessoa de 60 anos, apelidada como “paciente de Berlim 2”. A alcunha faz jus ao fato de ter sido o segundo indivíduo curado na capital alemã, já que, em 2007, Timothy Ray Brown (Paciente Berlim) foi o primeiro caso. De lá para cá, outros seis pacientes foram libertados daquilo que um dia chegou a ser considerado uma praga.
Quais foram os resultados obtidos?
De acordo com os estudos publicados no periódico Nature, o último caso apresentava duas cópias mutantes do gene CCR5. O paciente em questão recebeu um dos genes mutantes, ou seja, produzia a proteína, mas em menor quantidade. Contudo, mesmo com o entrave, não apresentou sinais de infecção. Assim, uma cópia do gene com a mutação pode ser usada para curar definitivamente o HIV em pacientes com leucemia.
Embora as análises tenham sido positivas, os estudos estão longe de serem finalizados. Caso a tese de que basta apenas uma cópia do gene para combater o HIV estiver certa, significa que uma lista maior de doadores pode entrar na fila de transplantes. Anteriormente, entre os 7 casos de cura, 5 receberam órgãos de homozigotos (com duas cópias do gene mutante).
Nos sete registros de cura evidenciados pelos cientistas, todos os pacientes apresentavam, além do vírus, leucemia. Para tratar o câncer, receberam o transplante de células-tronco de doadores para substituir suas respectivas medulas ósseas. O problema é que os concessores tinham a tal mutação no gene CCR5 e eram imunes ao HIV, ao contrário do “paciente de Berlim 2”.





