Presente em grande parcela dos lares brasileiros, os gatos são vistos como fiéis escudeiros de seus tutores, assim como os cachorros. Embora haja a mística de que possuem sete vidas, os felinos escondem por detrás de seu instinto um detalhe curioso, mas explicado pela ciência. Trata-se do fato de que esses animais quase sempre caem em pé.
O “superpoder” é fruto de um reflexo impressionante, mas essencial para a sobrevivência dos gatos, especialmente por sempre estarem passeando em cima de locais altos. De acordo com os especialistas, os felinos nascem com um mecanismo chamado reflexo de endireitamento, que faz com que o corpo se reorganize rapidamente no ar.
O segredo é puro instinto, que começa a desenvolver-se poucas semanas após o nascimento do filhote. Na prática, quanto o animal percebe que está caindo, o cérebro, automaticamente, encaminha sinais para ajustar cabeça, coluna e patas. Como resultado da agilidade, todo o mecanismo ocorre em fração de segundos.
As vertentes essenciais estão na flexibilidade da coluna vertebral e na ausência de uma clavícula rígida. Como resultado da combinação, os gatos conseguem fazer com que o corpo gire em tempo recorde. Em resumo, a cabeça gira primeiro para identificar o chão, enquanto a parte frontal do corpo se alinha antes da traseira, a coluna se torce para ajustar o eixo do corpo e as patas se posicionam para absorver o impacto.
Um outro ponto essencial durante a queda diz respeito ao ouvido interno. Em síntese, ele funciona como um sensor de equilíbrio extremamente preciso, em que informa ao cérebro a posição exata do corpo no espaço. Dessa forma, os gatinhos conseguem identificar a situação em que seu estado se encontra (de cabeça para baixo ou de lado).
Cuidados que merecem ser redobrados
Embora o mecanismo reflexivo do felino seja impressionante, não impede que acidentes sérios ocorram durante uma queda. Curiosamente, alturas muito baixas podem ser mais perigosas do que quedas médias. Isso porque o curto período de queda prejudica o alinhamento de todos os movimentos para que o gato consiga se virar antes de bater no chão.





