Pesquisadores da University of California, nos Estados Unidos, estão conduzindo ações contínuas para impedir uma possível infestação da mosca-da-bicheira americana, espécie conhecida por se alimentar de carne viva.
O objetivo é evitar que o inseto cause prejuízos ao gado e outros animais, como já ocorreu em episódios anteriores. Apesar de não ter sido encontrada ainda na Califórnia, a mosca está a cerca de 70 milhas da fronteira com o Texas, o que aumenta a necessidade de monitoramento rigoroso.
O inseto, cientificamente chamado Cochliomyia hominivorax, deposita ovos em feridas abertas de animais e humanos, e suas larvas se alimentam do tecido vivo. Essa característica torna a espécie particularmente prejudicial para a pecuária, já que cortes ou ferimentos comuns em fazendas podem se tornar pontos de entrada para a infestação.
O Governo Estadual investiu US$ 507 mil em armadilhas que utilizam atrativos com cheiro de carne em decomposição, desenvolvidos pelo USDA, para detectar a presença da mosca antes que ocorra uma propagação descontrolada.

Prevenção e conscientização
Além da captura e análise dos insetos, a University of California, Riverside (UCR) está promovendo campanhas de conscientização voltadas a veterinários, pecuaristas e especialistas. O objetivo é que os primeiros sinais da presença da espécie sejam rapidamente identificados, facilitando a resposta imediata.
A professora assistente de entomologia Amy Murillo reforça que nem todas as varejeiras representam risco, mas a Cochliomyia hominivorax precisa ser controlada para proteger a economia agrícola e a saúde animal.
O método de inseto estéril continua sendo a estratégia mais eficaz caso ocorra um surto. Essa técnica, usada em episódios anteriores, já conseguiu erradicar a espécie em diferentes regiões.





