A Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA), em parceria com cientistas europeus, ligou o sinal de alerta diante da presença de um asteroide que vem se aproximando da Terra. Reconhecendo as chances reais de colisão com o planeta, os estudiosos tentam entender a dinâmica por detrás do corpo rochoso, além dos possíveis impactos causados pelo choque.
De acordo com os estudos preliminares, o asteroide, nomeado de 2024 YR4, apresenta comprimento entre 40 e 90 metros. Desde dezembro do ano passado, os astrônomos analisam as movimentações do fragmento rochoso, que tem previsão para atingir a Terra em menos de oito anos. O detalhe curioso é que a probabilidade de encontro entre os corpos escalou nos últimos meses.
Conforme os cálculos datados em 29 de janeiro, as chances de o 2024 YR4 atingir a Terra em 22 de dezembro de 2032 eram de 1,3%. No entanto, novos estudos, registrados em 1º de fevereiro, evidenciaram que a probabilidade subiu para 1,7%. Por sua vez, em meados do mês passado, saltou para 2,3%, até cair ligeiramente para 2,2%.
Para uma melhor compreensão, os cientistas da NASA estimam que, em um cenário com 45 impactos, o asteroide deve colidir com o planeta em um deles. Contudo, diante das oscilações nos cálculos, isso também pode significar um encontro de 44 em um universo de 45. Apesar do temor, a expectativa é que o monitoramento encontre respostas favoráveis.
“É verdade que a probabilidade de impacto dobrou recentemente, mas isso não significa que continuará dobrando. O que importa é que a probabilidade de impacto é muito pequena e que, à medida que continuarmos observando o 2024 YR4, ela provavelmente cairá para zero”, explicou Davide Farnocchia, engenheiro de navegação do Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA.
Entenda como os estudos estão sendo feitos
Por se tratar de um fenômeno que tende a causar impacto no planeta, foram introduzidos nos cálculos o centro da NASA e o Centro de Coordenação de Objetos Próximos à Terra, na Itália, que faz parte da Agência Espacial Europeia (ESA). Na prática, esses grupos funcionam como cartógrafos do espaço próximo à Terra, monitorando regiões do mapa cósmico.
Em outras palavras, quando um asteroide (ou cometa) é descoberto em movimentação, ambos os departamentos são acionados, utilizando softwares automatizados de dinâmica orbital (Scout e Sentry, da Nasa, e Meerkat e Aegis, da ESA). Esse mecanismo tem a finalidade de investigar as observações disponíveis do objeto.
Diante desse cenário, ao traçar diversas órbitas futuras possíveis do asteroide, algumas podem indicar um impacto com a Terra. No entanto, muitas dessas órbitas se afastam do planeta com o passar dos anos, mantendo a probabilidade de impacto reduzida. No mais, os próximos estudos devem entregar possibilidades mais consistentes sobre o cenário.





