Cientistas internacionais emitiram um novo alerta climático após indicativos de que o fenômeno El Niño pode retornar com força nos próximos meses e transformar 2027 no ano mais quente já registrado no planeta. O aviso foi divulgado pelo Copernicus Climate Change Service, considerado uma das principais referências mundiais em observação climática.
Segundo a climatologista Samantha Burgess, existe grande possibilidade de que 2027 ultrapasse 2024 no ranking global de temperaturas extremas. A especialista destacou que o aquecimento dos oceanos continua acelerado e pode atingir novos recordes históricos já nos próximos meses, aumentando a preocupação entre pesquisadores do clima.

O El Niño ocorre devido ao aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial e costuma provocar impactos climáticos em várias regiões do planeta. Entre os principais efeitos estão ondas de calor, secas severas, enchentes, tempestades intensas e mudanças bruscas nos regimes de chuva. Os especialistas alertam que o cenário atual apresenta semelhanças com outros episódios extremos registrados nas últimas décadas.
Cientistas alertam para um ano de 2027 extremamente quente
A National Oceanic and Atmospheric Administration encerrou oficialmente o monitoramento da La Niña e colocou o El Niño em estado de observação, estimando 61% de chance de formação do fenômeno entre os meses de maio e julho de 2026. Meteorologistas também apontam aproximadamente 25% de probabilidade de ocorrência de um chamado “Super El Niño”, evento raro caracterizado por temperaturas do Pacífico pelo menos 2°C acima da média histórica.
Pesquisadores destacam que eventos de grande intensidade costumam provocar impactos severos na circulação atmosférica global, afetando desde a agricultura até temporadas de furacões. Países do Sudeste Asiático podem enfrentar secas prolongadas, enquanto regiões da costa oeste da América do Sul, como o Peru, correm risco elevado de enchentes e chuvas torrenciais. O aquecimento global, impulsionado pela emissão de gases de efeito estufa, aumenta ainda mais os riscos de eventos climáticos extremos nos próximos anos.





