Considerado o segundo time mais antigo da Inglaterra, o Sheffield Wednesday enfrenta momentos sombrios na segunda divisão nacional. Após a abertura de recuperação judicial, a instituição atrasou o salário de seus jogadores em cinco meses, com o mando do time ficando nas mãos da Justiça. Como resultado da falta de compromisso com os atletas, foi punida com a perda de 12 pontos.
A decisão foi assinada EFL (English Football League), que autorizou o descenso da tradicional equipe inglesa. Antes da sanção, o Sheffield havia conquistado seis pontos em 11 rodadas da Championship, mas, com a decisão judicial, ficou com um saldo negativo de – 6 pontos. Lanterna da competição, o clube de Yorkshire encara a diferença de 13 pontos para o 23º colocado, o Norwich City.
Embora a decisão tenha ocorrido recentemente, o time inglês sofre com atraso de salários desde o começo da temporada, o que por pouco não proibiu sua estreia na segunda divisão. Exigindo seus direitos, jogadores se rebelaram contra a direção, que precisou cancelar um dos amistosos de pré-temporada. Nesse ínterim, o Sheffield perdeu o treinador Danny Rohl e alguns dos seus principais jogadores, como Josh Windass e Michael Smith.
Para entender um pouco da gravidade nos bastidores da Championship, além dos salários, o clube deve 165 milhões de libras (cerca de R$ 1,1 bilhão na cotação atual) ao dono do clube em empréstimos e mais outro milhão de libras (R$ 7 milhões) em impostos. Por consequência, o proprietário tailandês, Dejphon Chansiri, deixou a instituição sob tutela da justiça.
Clube com atraso nos salários também deve ser rebaixado da Série A
Como se não bastasse ser o lanterna do Campeonato Brasileiro com 17 pontos em 30 rodadas disputadas, o Sport tenta recalcular a rota para não sofrer punições mais severas. Isso porque os vencimentos referentes ao mês de setembro do elenco e comissão técnica rubro-negra somente foram quitados na última sexta-feira (31). Contudo, os direitos de imagem deverão ser pagos até a primeira quinzena de novembro.
Diante do cenário catastrófico, os torcedores cobram retorno dentro de campo, enquanto os jogadores desejam ter os salários em dia. Como resultado do reflexo da má gestão, o clube pernambucano tem 99,97% de chances de ser rebaixado para a Série B. Em suma, além de precisar vencer todos os oito jogos restantes, torce para os descensos de Juventude, Fortaleza, Vitória e Santos.
“Já era algo sabido que, no final do ano, a gente teria esse descasamento de fluxo de caixa, sim. Mas não quer dizer que não tenhamos dinheiro. Só precisa ter dinheiro nas datas corretas. Isso é um descasamento de fluxo”, explicou o diretor-geral de futebol do Sport, Enrico Ambrogini, que vem sendo pressionado por nomes de peso do Leão.
Potencializando a dor de cabeça dos dirigentes, nos últimos dias, o volante Du Queiroz acionou a instituição na Justiça cobrando valores em atraso de seu acordo de rescisão contratual. Por sua vez, outro que não vem tendo seu acordo de rescisão honrado é o técnico António Oliveira. Dessa forma, a expectativa é de que o rubro-negro não consiga permanecer na elite nacional, nem tampouco colocar as cifras em dia em um curto período de tempo.


