A partir deste ano de 2026, os proprietários de carros com mais de 10 anos terão que pagar o IPVA de forma padronizada e enfrentarão uma fiscalização mais rígida. Se por um lado a isenção para veículos antigos pode ser um alívio econômico, por outro será preciso se adequar a regras mais duras.
Graças à PEC 72/2023, a unificação da isenção de IPVA para veículos com 20 anos ou mais de fabricação ajuda a criar um padrão em todo o Brasil. Os automóveis fabricados até 2006 terão isenção obrigatória em todos os estados. Já os carros com 10 a 15 anos, a cobrança vai continuar seguindo a legislação estadual.

Com a isenção, há uma mudança no custo fixo anual do veículo e o valor de mercado dele fica maior, por atrai um interesse a mais de compradores que buscam evitar o pagamento do IPVA. A própria Tabela Fipe já tem demonstrado essa alteração de mercado, registrando uma pequena valorização nos automóveis que atingem os 20 anos.
Mudanças no IPVA refletem no mercado brasileiro
O grande ‘x’ da questão é que a fiscalização começa a ficar mais rígida com carros de 10 anos ou mais. Projetos de leis que estão sendo discutidos desde o ano passado estudam uma forma de exigir vistorias periódicas obrigatórias a partir dos cinco anos de uso, com foco na avaliação de freios, suspensão, iluminação e emissões de poluentes, além da documentação.
Quem também deve ficar atento às novidadades são os motoristas de aplicativos, já que as plataformas têm exigido um limite de idade mais rígido. Na Uber, por exemplo, teve início um movimento para excluir carros mais antigos nas mais altas categorias, como Comfort e Black. Para acompanhar de perto as mudanças, o ideal é que o motorista sempre fique atento aos sites oficiais, como o do Detran e o da Secretaria da Fazenda do seu estado.




