A classificação do Mirassol para a Libertadores 2026 colocou o clube diante de exigências estruturais e logísticas impostas pela CONMEBOL. Como estreante em competições internacionais, o time precisa comprovar condições mínimas para receber jogos, incluindo infraestrutura adequada, suporte hoteleiro e disponibilidade de aeroporto habilitado para voos internacionais em distância limitada.
A principal demanda envolve o Aeroporto Professor Eribelto Manoel Reino, em São José do Rio Preto. Embora seja próximo ao estádio, ele ainda não está autorizado para receber voos internacionais.
O Mirassol já iniciou conversas com autoridades para obter uma habilitação temporária, condição necessária para atender à regra que determina um aeroporto internacional a no máximo 150 quilômetros do local das partidas. Esse ponto é considerado decisivo para garantir a participação na competição.

Ampliação do estádio e exigências estruturais
Outra frente urgente é a ampliação do estádio José Maria de Campos Maia, o Maião. A capacidade atual de 15 mil torcedores atende à fase de grupos, mas não permite jogos de mata-mata. O projeto de expansão está em análise e prevê aumento de assentos, ajustes operacionais, melhorias na iluminação e adequação de áreas técnicas.
O clube também trabalha com a prefeitura para ampliar a rede hoteleira, já que a competição exige capacidade de hospedagem capaz de receber delegações, árbitros e profissionais envolvidos nos jogos.
Além das reformas físicas, o Mirassol também precisa cumprir a regra da CONMEBOL que obriga participantes a manterem uma equipe feminina. O planejamento já está em andamento e deve ser implementado para a próxima temporada.
Todas essas adaptações são tratadas como prioridade pela diretoria, que busca assegurar as condições necessárias sem comprometer o desempenho do time no Brasileirão, onde ainda cumpre compromissos importantes nas últimas rodadas.




