Recentemente, uma pesquisa japonesa ligou o sinal de alerta sobre a importância do consumo do queijo na redução dos riscos de demência em idosos. Apesar de não ser a cura para o problema, o alimento mostrou-se extremamente significativo para a população mais velha. Isso porque, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2025, foram registrados mais de 50 milhões de pessoas enfrentando a doença no mundo.
Contendo uma das maiores taxas de envelhecimento populacional do planeta, o Japão encabeçou um estudo para tentar encontrar respostas práticas para problemas neurais. Por não ter uma cura, a demência permanece sendo uma das grandes preocupações do país, tendo em vista que 12,3% dos seus habitantes com mais de 65 anos convivem com a doença.
Nesse intervalo, pesquisadores do Centro Nacional de Geriatria e Gerontologia da Universidade Niimi e da Universidade de Chiba deram um passo importante sobre o assunto. O estudo publicado em outubro de 2025, na revista Nutrients, mostrou que o consumo semanal de queijo pode reduzir modestamente o risco de desenvolver demência.
Para atingir o sucesso em questão, os especialistas avaliaram 7.914 pessoas com 65 anos ou mais, residentes em casa e sem histórico de cuidados de longa duração. Na ocasião, os indivíduos foram divididos em dois grupos: um que consumia queijo ao menos uma vez por semana e outro por aqueles que nunca ingeriram o alimento.
O que os dados mostraram sobre os idosos?
Em um intervalo de três anos, 134 pessoas (3,4% da amostra) que receberam seguro de cuidados de longa duração desenvolveram demência, em comparação com 176 (4,5%) entre aquelas que não receberam. Em outras palavras, isso significa uma redução de 24% no risco de desenvolver a doença. Ainda que não seja a solução, o experimento serve para ajudar a identificar estratégias acessíveis para a prevenção do problema.
Na análise dos pesquisadores, o resultado está diretamente ligado ao fato de que o queijo é uma fonte de vitamina K2. Em resumo, ela desempenha um papel vital na saúde vascular e no metabolismo do cálcio. Assim, ao regular a calcificação vascular, a vitamina poderia contribuir indiretamente para a proteção cognitiva.
Por sua vez, o estudo destaca a atuação do queijo ao fornecer proteínas e aminoácidos essenciais, que auxiliam na função neuronal. Em outras palavras, alguns peptídeos bioativos liberados durante a fermentação tendem a ter efeitos anti-inflamatórios ou antioxidantes, duas vias biológicas fortemente implicadas no declínio cognitivo.





