As correntes de retorno são uma das principais causas de afogamento no litoral, embora muitos banhistas não saibam identificá-las. O fenômeno pode arrastar uma pessoa em poucos segundos, especialmente quando ela tenta retornar para a areia nadando contra a força da água.
Áreas aparentemente “calmas”, sem ondas quebrando, costumam ser justamente os pontos onde essas correntes se formam, aumentando o risco para quem entra no mar sem perceber a mudança no fluxo da água.
Como identificar e agir diante da corrente
A corrente de retorno funciona como um “corredor” que leva a água novamente para o fundo do mar. Ela surge quando duas ondas convergem, acumulando volume e energia. Com isso, a água deixa de se dissipar após a arrebentação e retorna com velocidade suficiente para arrastar sedimentos e banhistas para áreas mais profundas.
Há três sinais principais para reconhecer esse corredor: a água fica mais escura e turva por causa da areia suspensa; o local não apresenta arrebentação de ondas; e a faixa de areia próxima ao mar apresenta trechos mais baixos devido ao transporte de sedimentos.
A formação das correntes também depende da declividade da praia, da exposição aos ventos e do nível da maré. Maré baixa e ventos no sentido do comprimento da praia aumentam a probabilidade do fenômeno. Por outro lado, praias fechadas ou com estruturas naturais, como pedras, costumam registrar menos ocorrências.
Se o banhista for levado pela corrente, a orientação é nadar lateralmente, buscando a área onde as ondas quebram. Nadar em direção à areia aumenta o cansaço e leva ao afogamento por fadiga. O impulso das ondas é o que ajuda a retornar ao raso com segurança.





