Nesta quinta-feira (18), o Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), na Suíça, decretou derrota de Daniel Alves diante de processo movido pelo Pumas, do México. Contratado pela equipe norte-americana pouco antes de ser acusado de estupro, o ex-jogador terá que pagar indenização, outrora instituída em US$ 5 milhões (R$ 26,5 milhões na cotação atual).
Anunciado como reforço do Pumas em meados de 2022, Daniel foi prestigiado por torcedores até janeiro do ano seguinte, quando a mídia externou seu envolvimento em escândalo sexual. Com o contrato rescindido por justa causa, o ex-lateral entrou com ação na Fifa para ser indenizado e teve ganho de causa. Porém, os mexicanos apelaram ao TAS e acabaram vencendo o recurso na última instância.

“O TAS deu razão ao clube, revogando a decisão de 15 de maio de 2024 emitida pela Câmara de Resoluções de Disputas da Fifa e ditando uma nova decisão em que, além de confirmar a validade da rescisão contratual com justa causa exercida pelo clube, condenou o Sr. Alves ao pagamento de uma soma maior do que a estabelecida pela Fifa, como indenização por danos e prejuízos causados à instituição”, reportou o clube.
No início do entrave criado, o clube norte-americano havia solicitado US$ 5 milhões em indenização, mas os valores atuais não foram divulgados. Em sua estadia pelo Pumas, Daniel Alves entrou em campo apenas 13 vezes, mas deixou sua marca registrada ao assinar quatro assistências. No entanto, acabou sendo seu último clube na carreira.
O fim da carreira de Daniel Alves
Considerado um dos laterais com mais títulos na prateleira, Daniel Alves da Silva fez história com as vestes de várias equipes, principalmente Barcelona e Seleção Brasileira. Porém, mesmo com tamanho prestígio acumulado, decidiu imergir em uma das maiores polêmicas dos últimos anos em relação ao meio futebolístico.
Com a eliminação do Brasil na Copa do Mundo de 2022, o até então lateral-direito decidiu aproveitar os últimos dias do ano em Barcelona. Em sua estadia pela Espanha, foi acusado de violentar sexualmente uma jovem em uma casa de shows. Diante dos depoimentos colhidos e exames médicos, Alves foi condenado a 9 anos de prisão.
Ao entrar com um pedido de recurso, a defesa do atleta conseguiu reduzir a pena para 4 anos e meio após o pagamento de 150 mil euros (R$ 936,3 mil) à Justiça Espanhola. Posteriormente, realizou um novo depósito de 1 milhão de euros, fazendo com que as autoridades aceitassem que o brasileiro passasse a responder em liberdade provisória, em março de 2024.
A surpresa maior ocorreu no início deste ano, quando a Sessão de Apelações do Tribunal Superior de Justiça da Catalunha decidiu, por unanimidade, votou pela revogação da sentença que condenou Daniel Alves à prisão. A resolução considerou que a sentença apresentou uma “série de lacunas, imprecisões, incoerências e contradições quanto aos fatos”.
