Condenado por supostamente violentar sexualmente uma jovem em Barcelona, na Espanha, Daniel Alves ficou preso preventivamente durante 14 meses, sendo liberto em março de 2024. Embora não tenha sido um assunto comentado pela imprensa, cinco meses após sua soltura, o brasileiro voltou a jogar futebol, mas de forma amadora.
Proibido de deixar Barcelona na época, o ex-lateral decidiu aproveitar a liberdade provisória para fazer o que mais gostava: jogar futebol. Por medo de retaliações, Daniel criou um perfil alternativo em aplicativo de jogos. O brasileiro conseguiu participar de algumas peladas, que custavam oito euros (cerca de R$ 50,7 na cotação atual) a hora.

Sem sucesso na empreitada, depositou foco na ampliação de seu patrimônio. Em resumo, Daniel Alves abriu uma companhia especializada em gestão de direitos de imagem, consultoria e representação de atletas, denominada OQP Sport & Management. No mais, virou sócio da marca de cosméticos Anne Global Beauty, de sua mãe, Maria Lucia Alves.
Relembre o caso envolvendo Daniel Alves
Em dezembro de 2022, o até então jogador se dirigiu à Espanha após a eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo do Catar. Durante estadia em uma casa de shows, uma jovem acusou o lateral de estupro, levando o caso aos tribunais. Após a realização de exames médicos e coletas de depoimentos, o veterano foi condenado a 9 anos de prisão.
Ao entrar com um pedido de recurso, a defesa do atleta conseguiu reduzir a pena para 4 anos e meio após o pagamento de 150 mil euros (R$ 952,8 mil na cotação atual) à Justiça Espanhola. Porém, lutando pela soltura do brasileiro, um depósito de 1 milhão de euros foi realizado, fazendo com que Alves respondesse em liberdade provisória, em março de 2024.
A surpresa maior ocorreu no início deste ano, quando a Sessão de Apelações do Tribunal Superior de Justiça da Catalunha decidiu, por unanimidade, pela revogação da sentença que condenou Daniel Alves à prisão. A resolução considerou que a sentença apresentou uma “série de lacunas, imprecisões, incoerências e contradições quanto aos fatos”.





