As declarações recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, causaram temor na Venezuela. Cerca de um mês depois do país norte-americano capturar o presidente venezuelano Nicolás Maduro e retirá-lo do poder, a relação entre as nações está sendo de altos e baixos, o que afeta a soberania do país sul-americano vizinho ao Brasil.
Nos últimos dias, durante um encontro anual para um jantar em um clube social da capital Washington, Trump disse que pretende anexar novos territórios aos EUA, brincando ao afirmar que a Venezuela poderia se tornar o estado número 53. Antes disso, o republicano já havia comentado que o Canadá seria o estado 51 e a Groenlândia o estado 52, o que causou reações negativas das partes envolvidas.
Mesmo que tenha falado sobre o assunto em tom de brincadeira, Trump deixou um recado claro: os países devem estar em alerta com os planos expansionistas do presidente americano. Como já era de se esperar, as declarações do republicano não repercutiram bem entre o povo venezuelano, assim como nos políticos do país sul-americano.
Trump fala em anexar à Venezuela aos EUA
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, revelou ter tido uma conversa por telefone com Trump após as polêmicas declarações e enfatizou que é preciso ter um respeito mútuo entre as nações, assim como uma agenda construtiva por mais que tenham diferenças claras entre os dois países. O secretario de estado americano, Marco Rubio, braço direito de Trump, também participou da reunião.
Apesar de não ter iniciado qualquer movimentação militar nesse sentido, Trump tem aumentado a fiscalização na Venezuela e tem interesse em aproveitar a capacidade de produção petrolífera do país. Para além da antiga rivalidade com o Canadá, nação vizinha aos EUA, o republicano segue com os planos de tomar posse da Groenlândia, ilha que pertence à Dinamarca, por ser um ponto estratégico nos planos de expansão.





