Nesta quarta-feira (14), o governo dos Estados Unidos, por meio do Departamento de Estado, anunciou o congelamento da emissão de vistos para 75 países. Com a atualização, o Brasil entrou na lista, juntando-se ainda a Irã e Rússia. Dessa forma, por ser um dos países-sede da Copa do Mundo de 2026, muitos torcedores podem enfrentar dificuldades para desembarcar no solo norte-americano.
Conforme apurações da rede de TV norte-americana Fox News, um memorando foi assinado pelo departamento integrante do governo do presidente Donald Trump. O detalhe curioso é que a medida não se aplica a não imigrantes, o que não irá interferir nos vistos de turismo e de negócios, segundo a análise da agência Associated Press.

“O Departamento de Estado suspenderá o processamento de vistos de imigrantes de 75 países cujos migrantes recebem benefícios sociais do povo americano em taxas inaceitáveis. O congelamento permanecerá em vigor até que os EUA possam garantir que os novos imigrantes não irão extrair riqueza do povo americano”, disse o departamento.
Sobretudo, o governo estadunidense não revelou a lista contendo todos os países com restrições, mas afirmou que o Chefe de Estado republicano inclui nações “cujos imigrantes frequentemente se tornam um encargo público para os Estados Unidos ao chegarem ao país“. Por sua vez, a medida deve ser iniciada a partir do dia 21 de janeiro, sem data para terminar.
Copa do Mundo torna-se uma incógnita
Diante da política imigratória, várias pessoas de outros países podem encontrar dificuldades de regularizar as documentações a tempo de fechar o pacote de viagens para aproveitar a Copa do Mundo. Anteriormente, a FIFA externou a preocupação diante do longo período de espera para a emissão de vistos para imergir nos Estados Unidos.
Embora o presidente da federação, Gianni Infantino, tenha entregado o Prêmio da Paz a Donald Trump recentemente, o republicano segue sem dar claros posicionamentos sobre as medidas adotadas para garantir acesso aos turistas durante o mundial. Por outro lado, o temor é de que torcedores, familiares de atletas, membros das delegações e da própria FIFA sejam prejudicados.





