A dívida da Venezuela com o Brasil encerrou o ano de 2025 no valor de US$ 1,856 bilhão, o equivalente a aproximadamente R$ 10,1 bilhões. A informação foi encaminhada pelo Ministério da Fazenda ao Congresso Nacional e refere-se a valores assumidos pela União após a inadimplência do país vizinho em financiamentos voltados a obras de infraestrutura.
A Venezuela não realiza pagamentos desde 2018, o que levou ao acúmulo do débito. Os financiamentos foram concedidos para projetos de infraestrutura executados por empresas brasileiras. Com o não pagamento das parcelas, os contratos passaram a ser cobertos pelo Seguro de Crédito à Exportação.
Esse mecanismo garante o ressarcimento às instituições financeiras em caso de inadimplência do país tomador do crédito, transferindo posteriormente a dívida ao Governo Federal.

Transferência da dívida para a União
Segundo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, as parcelas em atraso foram indenizadas pelo Seguro de Crédito à Exportação, e o saldo devedor foi incorporado ao patrimônio da União. A partir desse processo, o Brasil passou a ser o credor direto da Venezuela. O valor informado inclui o principal, juros de mora e demais encargos previstos contratualmente.
O Ministério da Fazenda informou que não há previsão para o pagamento da dívida. Mesmo assim, o Governo Federal mantém o registro do débito e adota medidas administrativas e diplomáticas para tentar a regularização. As cobranças seguem sendo feitas por meio de canais oficiais, mas sem indicação de prazos ou acordos em andamento.
A situação é impactada pelo contexto econômico enfrentado pela Venezuela, que dificulta o cumprimento de compromissos financeiros externos. Enquanto não há avanço nas negociações, o montante permanece contabilizado como crédito a receber da União. O valor não prescreve e continua sujeito às atualizações previstas nos contratos originais, mantendo o tema em acompanhamento permanente pelos órgãos econômicos brasileiros.





