Apesar de ter colocado seu nome no empreendedorismo brasileiro ao fundar a Havan, uma das maiores redes varejistas do Brasil, Luciano Hang agiu nas surdinas para fechar um outro acordo. Natural de Brusque, em Santa Catarina, o empresário tornou-se patrocinador oficial do Barateiro Futsal, equipe feminina campeã da Libertadores.
Embora não fale muito sobre suas aventuras no mundo dos desportos, Hang iniciou a parceria com o plantel em 2017, estampando a logo da Havan nos uniformes da equipe feminina. Além de garantir uma sobrevida diante das despesas que o time reunia, Luciano expandiu ainda mais a visibilidade de seu empreendimento.
A princípio, antes mesmo de a parceria ser sacramentada, o Barateiro Futsal consagrou-se campeão da Libertadores em 2015 e 2016. Por sua vez, com a rede varejista se tornando uma das patrocinadoras, o time ganhou novas projeções. A título de curiosidade, com Hang participando, foram erguidas as taças do Campeonato Catarinense, Recopa Catarinense e ficou com o vice nos Jogos Universitários Brasileiros (JUBS).
Com o protagonismo assinado em quase todas as competições disputadas, o plantel feminino viu o interesse de outras marcas aumentar. Dessa forma, além da Havan, o Barateiro recebe incentivos ainda da Sociedade Esportiva Bandeirante, Prefeitura de Burque, UNIFEBE e Supermercados O Barateiro. De acordo com o último levantamento, já são 28 atletas contratadas, 102 títulos e mais de 100 inscrições na escolinha.
Dono da Havan se envolve em grande polêmica
No início de novembro, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC) decretou a condenação de Luciano Hang, exigindo o pagamento de uma indenização de R$ 33.333,33 ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por danos morais. O Chefe de Estado processou o empresário por considerar ofensivas mensagens que o citavam em faixas exibidas em aviões patrocinados pelo empreendedor.
A título de recordação, na temporada 2019/20, Hang alugou aviões para exibir faixas em Santa Catarina com os seguintes dizeres: “Lula cachaceiro devolve meu dinheiro”, “Lula na cadeia, eu com o pé na areia”, “Melhor que o verão é o Lula na prisão” e “Lula enjaulado é Brasil acordado”. A decisão foi decretada pelo desembargador Flavio Andre Paz de Brum.
“Não obstante o autor seja pessoa pública, tarimbada politicamente, não significa que esteja imune à ofensa moral e que não deva se sentir insultado ou prejudicado pelos dizeres em questão. Mais do que uma reparação individual, a responsabilização aqui se impõe como afirmação de um princípio civilizatório: a liberdade de expressão não pode ser transmutada em escudo para legitimar o discurso de ódio, a humilhação pública e o desprezo pela dignidade humana”, afirmou o desembargador.




