Durante uma reunião do Conselho de Ministros, o presidente de um país sul-americano anunciou a compra de duas aeronaves de transporte tático-estratégico Embraer C-390 Millennium, fabricadas no Brasil. Trata-se da Colômbia, nação que vem protagonizando embates com os Estados Unidos, especialmente após acusações de que o presidente colombiano, Gustavo Petro, teria ligações com traficantes de drogas.
O fortalecimento da aliança com o Brasil tem a finalidade de potencializar as aeronaves disponíveis em solo colombiano. Na prática, os veículos devem substituir o modelo C-130H Hercules, que está fora de operação, aguardando a chegada de peças de reposição. Dessa forma, as versões da Embraer irão garantir uma melhor dinâmica em função da Força Aeroespacial Colombiana (FAC).

Por outro lado, é válido ressaltar que o C-390 Millennium não é o único modelo cobiçado pela Colômbia, que projeta novos desembarques. Em resumo, a FAC estuda a possibilidade de tentar negociar a compra de alternativas como o Airbus A400M Atlas e o Lockheed Martin C-130J Super Hercules. Contudo, a aquisição será feita mediante as necessidades estratégicas da nação.
Entrave com os Estados Unidos
Nas últimas semanas, promotores federais em Nova York, nos Estados Unidos, passaram a investigar o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, por questões envolvendo tráfico de drogas e narcoterrorismo. A ação não tem o Chefe de Estado como principal alvo, mas seu nome foi incluído em decorrência de outros inquéritos mais abrangentes.
Por outro lado, em fevereiro deste ano, Petro se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca. A reunião ocorreu após um ano de trocas de acusações públicas entre os dois líderes. Embora as investigações estejam em andamento, os políticos discutiram estratégias em função do combate ao narcotráfico.
O detalhe intrigante é que o estadunidense havia feito críticas ao colombiano, sugerindo, inclusive, uma ação militar contra o país da América do Sul. Em contrapartida, Gustavo Petro respondeu às acusações chamando Trump de “senil” e argumentou que as críticas eram retaliações por sua postura em relação aos interesses econômicos dos Estados Unidos.





