Eike Batista voltou ao noticiário ao apresentar um novo empreendimento focado na produção de combustível sustentável para aviação a partir de uma variedade modificada de cana-de-açúcar. O empresário afirma que a chamada “supercana” pode elevar significativamente a produção de etanol e biomassa, servindo de base para o SAF (Sustainable Aviation Fuel).
Apesar do entusiasmo, não houve novas atualizações públicas sobre o projeto da supercana no segundo semestre de 2025, o que mantém investidores e especialistas em alerta. Segundo Eike, investidores árabes devem confirmar um aporte de US$ 500 milhões, valor semelhante ao já recebido do banco Brazilinvest.
O investimento seria destinado à implantação de um módulo agrícola de 70 mil hectares no Rio de Janeiro, com capacidade projetada para mais de 1 bilhão de litros de etanol e cerca de 979 mil toneladas de biomassa destinada à fabricação de embalagens biodegradáveis. Esse etanol alimentaria uma produção estimada de mais de meio bilhão de litros de combustível sustentável para aviões.
Ceticismo e histórico empresarial
Apesar do otimismo de Eike, o projeto recebe críticas de representantes do setor sucroenergético. Rubens Ometto, da Cosan, já demonstrou desconfiança em tecnologias que prometem saltos expressivos de produtividade.
Eike afirma que a variedade SC157070 supera a cana tradicional e pode gerar de duas a três vezes mais etanol, além de maior quantidade de biomassa, graças ao crescimento superior a cinco metros e ao plantio mais denso.
O histórico do empresário também pesa. Após o colapso de seu grupo empresarial e processos envolvendo corrupção e manipulação de mercado, Eike segue legalmente impedido de ser proprietário direto. Ele diz, porém, que está ajustando sua posição para ter participação futura no negócio.





