No início desta semana, Eike Batista desembarcou em Jaraguá do Sul (SC), cidade em que há a maior concentração de bilionários no Brasil. Com o desejo de recuperar sua fortuna e voltar a imperar como um dos empresários mais importantes do país, abriu o jogo sobre negociação bilionária envolvendo um antigo projeto encabeçado por uma de suas companhias.
De acordo com o jornal O Povo, a negociação projetada em US$ 5 bilhões, valor equivalente a aproximadamente R$ 26 bilhões na cotação atual, envolve dois conjuntos de ativos outrora pertencentes ao brasileiro. O primeiro deles consiste no Porto Sudeste, no Rio de Janeiro, e na mina Morro do Ipê, em Minas Gerais.

Por intermédio de suas redes sociais, Eike comentou a façanha, mesmo que não tenha direito aos valores por ter repassado as ações para um outro interessado. “Estão falando em uma venda de 5 bilhões de dólares, é isso mesmo. Só de royalties ele gera mais de 150 milhões de dólares por ano. Um royaltie desse vale 3 bilhões e de estrutura mais uns 2 bilhões. Esse projeto é só um de 20”, escreveu ele.
Eike Batista fica de mãos abanando
De modo geral, o Porto Sudeste consiste em um terminal portuário com capacidade para escoar até 50 milhões de toneladas de minério de ferro do Brasil anualmente. Por outro lado, a mina Morro do Ipê, integrada ao terminal portuário, trabalha aumentando a eficiência logística do projeto. Ambas estavam nas mãos do empresário, mas as ações foram redirecionadas.
No ano de 2014, após perder prestígio financeiro e acumular polêmicas que o fizeram decretar falência, o visionário vendeu os ativos do projeto ao Mubadala Capital, fundo soberano de Abu Dhabi, e à multinacional Trafigura. Portanto, os valores da revenda não serão divididos com Batista, que abriu mão de orquestrar as operações, no passado, por meio da antiga MMX, mineradora fundada por ele.





