Recentemente, a TIC Trens anunciou o plano de investir R$ 14,5 bilhões na melhoria da linha de trem 7-Rubi, que liga a estação Palmeiras-Barra Funda, em São Paulo, até Jundiaí, passando por municípios como Caieiras, Franco da Rocha e Francisco Morato. A título de curiosidade, a concessionária de transporte ferroviário é composta pelo Grupo Comporte (60%) e pela chinesa CRRC (40%).
Em um contexto dinâmico, são quase 20 mil quilômetros de navegação entre o porto de Zhangjiagang, na China, e o tradicional bairro da Lapa, na Zona Oeste de São Paulo, onde se localiza o pátio da TIC Trens. Nos últimos três meses, foi por meio desse trecho que percorreram nove veículos auxiliares encomendados pela companhia.

A motivação por detrás da investida bilionária está diretamente ligada à necessidade de melhorar a malha ferroviária da região. Isso porque, desde os portos de Taicang e Zhangjiagang até Santos, onde os novos trens foram descarregados, cargueiros demoraram de 45 a 70 dias de viagem. Por sua vez, foram mais 10 dias dedicados à descarga e à análise de autoridades alfandegárias sobre a regularidade da importação.
Manutenção da linha de trem
Desde a assinatura do contrato com o governo do Estado de São Paulo, a TIC Trens já recebeu cerca de 50 veículos para apoio à manutenção. Em resumo, ao todo, 47 funcionários da concessionária estiveram envolvidos na logística de aquisição dos novos maquinários. Por sua vez, carregá-los encarrilhados nas ferrovias até a capital não é uma opção porque, antes de entrar em operação, precisam passar por um período de testes específicos nas linhas.
“Sempre tentamos olhar qual é a melhor solução para o projeto. Como a CRRC figura como acionista, temos essa possibilidade de identificar as melhores soluções lá dentro. Mas alguns dos nossos veículos são nacionais. Há produção de locomotivas e vagões no Brasil, por exemplo”, explica o diretor de contratos da TIC Trens, Max Fagundes.
Detalhes sobre os veículos que chegaram ao Brasil
Parcela dos produtos de manutenção comprados pela TIC Trens não apresenta similares nacionais. É o caso do veículo de rede aérea, uma espécie de vagão adaptado para que funcionários possam prestar manutenção às redes elétricas mais elevadas das linhas de trem.
Conforme Fagundes, a primeira etapa depois da escolha do fabricante é desenvolver um projeto executivo englobando o próprio inventor e o comprador. Posteriormente, entra a fase de construção, fabricação e montagem, quando são executados alguns dos testes de homologação. No mais, entre o rol de produtos importados pela CRRC estão uma socadora e as reguladoras.





