A mineradora australiana BHP, em parceria com a indústria japonesa Mitsubishi Corporation, anunciou o fechamento de uma de suas minas de carvão no estado de Queensland, Austrália. O encerramento das operações foi motivado por uma sequência de fatores econômicos, fator que culminou na demissão de 750 funcionários.
Operando em escala global, incluindo a presença no Brasil, a mineradora não conseguiu dar sequência à exploração do carvão em território australiano. A unidade afetada diz respeito à Saraji South, tendo em vista as recentes mudanças nas regras fiscais estaduais, que tornaram as operações insustentáveis. Apesar do choque inicial, a companhia alegou que as demissões serão assinadas gradualmente até o início de 2026.

Como forma de contornar o prejuízo, a BHP, que tem histórico com a Samarco, justificou que os colaboradores afetados irão receber indenizações. Por outro lado, garantiu o acesso a programas de requalificação profissional, visando amenizar os impactos sociais e econômicos da decisão. Todo o declínio foi motivado pela queda nos preços internacionais do carvão e aumento das taxas de royalties mantidas pelo Estado até 2030.
O martelo batido gerou lamentações por parte dos representantes de sindicatos e do governo estadual. Em um contexto geral, as demissões em massa demonstram crise estrutural no setor de carvão australiano, tendo em vista a estimativa de que cerca de 10% da força de trabalho da mineradora no ramo de carvão em Queensland será atingida pela medida.
Mineradora vende ativos do Brasil
Em meados de agosto deste ano, a mineradora acertou a venda dos ativos de cobre que possui no Brasil para a CoreX Holding por até US$ 465 milhões (cerca de R$ 2,4 bilhões na cotação atual). A transferência das ações dos chamados ativos de Carajás deve somente ser concluída no início de 2026. O detalhe curioso é que a região produziu 9,4 mil toneladas de cobre nos 12 meses até junho, segundo a empresa.
“Esta transação segue a revisão estratégica de 2024, que concluiu que os ativos de Carajás se beneficiariam de proprietários que priorizassem as operações e desenvolvessem os ativos em todo o seu potencial de crescimento”, esclareceu a mineradora em meio à decisão de venda à CoreX.





