Devido ao excesso de projetos imaturos, alto endividamento e falta de gestão técnica, a MMX, mineradora fundada por Eike Batista, decretou falência em 2021. Por outro lado, nesta quinta-feira (5), os ativos da companhia estabelecida no Porto do Sudeste, na Baía de Sepetiba, Itaguaí, foram colocados a leilão por lance mínimo de R$ 63 milhões.
A princípio, o certame foi marcado para ocorrer em meados de 2025, mas por imparcialidades do Ministério Público e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), precisou ser adiado. No entanto, após determinação judicial, o leilão ocorrerá sem problemas maiores. Na prática, a falência foi instituída após a derrocada da antiga EBX, holding de empresas de Eike Batista.

A nível de curiosidade, o certame inclui 9.519.226 debêntures conversíveis em ações do Porto do Sudeste, além de 6.336.766 ações ordinárias da empresa. Aliando todos os ativos, a empresa está avaliada em R$ 57,88 milhões pela B23 Capital Assessores Financeiros. Em resumo, o lance mínimo foi decretado em R$ 60 milhões, enquanto R$ 3 milhões serão adicionados para serem usados para quitar dívidas jurídicas.
Para os interessados, o leilão será feito em sistema de stalking horse offer, ou seja, existe um proponente com preferência para arrematar o ativo pelo valor mínimo determinado pela Justiça. O prestígio foi colocado nas mãos do Planck Investimentos em Infraestrututura. Como resultado, é necessário cobrir a oferta da companhia para que as ações sejam adquiridas.
Mais detalhes do leilão da ex-empresa de Eike Batista
A princípio, o certame será realizado presencialmente às 15h (horário de Brasília), pelo leiloeiro Erick Soares Teles, na sala de audiências da 4ª Vara Empresarial da Justiça do Estado do Rio de Janeiro, no Centro. Seguindo o protocolo, todas as ofertas serão analisadas e os participantes poderão realizar propostas maiores, conforme os lances forem revelados.





