Com o quadro de saúde mantido em sigilo desde o final de 2013, quando sofreu um grave acidente ao esquiar, Michael Schumacher recebe visitas restritas de familiares e amigos próximos. Curiosamente, Felipe Massa, ex-companheiro do alemão, foi autorizado a reencontrar o heptacampeão. Porém, o mesmo não ocorreu com Rubens Barrichello.
Durante entrevista cedida ao Flow Podcast, Rubinho discorreu sobre a sua trajetória no mundo automobilístico. Nesse intervalo, acabou abrindo o jogo sobre uma tentativa frustrada de ter acesso a Schumacher, mantido sob supervisão de médicos em residências da família. Segundo o brasileiro, a recusa foi devidamente compreendida.

“Com o Michael [Schumacher], eu liguei uma vez e falei que eu queria visitá-lo. Me falaram que, infelizmente, eu não estaria ajudando e que poderia ser que eu ficasse triste. Então, eu entendi que, naquele momento, não era o momento de entrada”, afirmou Barrichello, ex-companheiro do alemão na Ferrari entre 2000 e 2004.
Em contrapartida, o portal espanhol GP Blog esclareceu que o grupo de visitas é restrito, mas garante a presença de Felipe Massa. Conforme as apurações, além do vice-campeão da Fórmula 1 na temporada 2008, Luca Badoer, piloto de testes da Ferrari na época que o alemão corria pela escuderia, e Jean Todt, ex-chefe da equipe, também são tratados como visitantes regulares.
Situação de Schumacher
Depois do acidente, sofrido no dia 29 de dezembro de 2013, quando tinha 44 anos, o heptacampeão mundial nunca mais foi visto publicamente. Priorizando a segurança e o respeito à imagem do alemão, seus familiares mantêm o estado de saúde em sigilo. Contudo, o ex-chefe da Ferrari afirmou que a lenda está longe de ser o que os fãs admiravam.
“Michael está aqui, então não sinto falta dele. Mas ele não é mais o mesmo Michael. Ele está diferente e é maravilhosamente guiado por sua esposa e filhos que cuidam dele. Sua vida é diferente agora e eu tenho o privilégio de compartilhar momentos com ele. Isso é tudo o que há para dizer. Infelizmente, o destino o atingiu há dez anos. Ele não é mais o Michael que conhecemos na Fórmula 1”, declarou Todt ao L’Equipe.





