Com a finalidade de evitar a falência, vários clubes espalhados pelo mundo contornaram o caminho das dívidas ao venderem parte de suas ações para empresários. Embora em muitos dos casos as dívidas se aproximem dos bilhões de reais, o fim do Brescia, da Itália, aconteceu por muito menos, sem tempo de sacramentar a passagem para Sociedade Anônima de Futebol (SAF).
Tradicional equipe italiana, o I Biancazzurri teve sua falência decretada após não conseguir sanar uma dívida de 3 milhões de euros, o que corresponde a R$ 18,5 milhões na cotação atual. Outrora destaque em seu país, impulsionando a carreira de Pep Guardiola, Roberto Baggio e Andrea Pirlo, o clube disputou a elite nacional pela última vez na temporada 2019/20.

Convivendo com dificuldades financeiras, a instituição teve que lidar com o descenso para a terceira divisão italiana nos últimos meses. Isso porque havia sido penalizado por irregularidade nas finanças, perdendo quatro pontos na tabela, o que sacramentou a queda. Por sua vez, o pior estava por vir, com os torcedores ficando sem um clube para torcer.
Diante da devastadora notícia, a prefeitura da cidade ao norte da Itália decidiu intervir, convocando os dirigentes dos três clubes locais (Ospitaletto, Lumezzane e FeralpiSalò). A ideia das autoridades é discutir a possibilidade de avaliar a viabilidade de um novo projeto. Segundo o jornal italiano Gazzetta dello Sport, um acordo com o Grupo Feralpi, empresa fabricante de aço, está quase fechado.
Clubes italianos quase repetiram o feito do Brescia
Fundado em 1911, o Brescia não foi o único clube do Campeonato Italiano a declarar falência. Isso porque o Parma, Torino, Napoli e Fiorentina também já passaram por situações similares no passado. Sobretudo, o atual campeão nacional quase foi extinto em 2004, quando a Justiça do país decretou a falência da instituição, que tinha uma dívida de 70 milhões de euros.
O fechamento dos portões foi evitado com a chegada do produtor cinematográfico Aurélio de Laurentiis, responsável por sanar as dívidas do Napoli. Já em 2002, foi a vez da Fiorentina fechar as portas, mudar de nome e se desfazer de grandes jogadores. Assim, a tendência é que o I Biancazzurri consiga uma solução para evitar ter sua história apagada definitivamente.




