O aumento das compras online no fim do ano trouxe também uma nova onda de golpes envolvendo encomendas supostamente retidas pela Receita Federal. A prática se intensificou durante a Black Friday, quando consumidores acompanham várias entregas ao mesmo tempo e ficam mais suscetíveis a mensagens que parecem legítimas.
Golpistas aproveitam esse cenário para enviar notificações falsas, alegando que há pendências no desembaraço aduaneiro e que o cliente deve realizar um pagamento para liberar o pedido.
As mensagens são enviadas principalmente por WhatsApp e SMS, utilizando textos que imitam comunicações oficiais. O objetivo é induzir o usuário a clicar em links suspeitos ou fornecer informações pessoais.
Embora taxas alfandegárias realmente existam para produtos importados, órgãos oficiais reforçam que notificações desse tipo não são enviadas por aplicativos de mensagem. Esse detalhe já é suficiente para identificar irregularidades e evitar que o golpe avance.

Como o golpe funciona e o que transportadoras têm alertado
Transportadoras têm reforçado orientações para que o consumidor reconheça abordagens fraudulentas. Qualquer cobrança ou atualização de entrega deve ocorrer apenas pelos meios oficiais da empresa, como site, aplicativo ou central de atendimento.
A reprodução do golpe durante a Black Friday expôs a fragilidade do público diante de mensagens urgentes e aparentemente técnicas. Frases como “pedido retido pela Receita Federal” e “pendências no desembaraço aduaneiro” são usadas para conferir credibilidade ao golpe. Muitas pessoas, ao receberem alertas desse tipo enquanto esperam por uma compra, acabam agindo sem verificar a origem da comunicação.
Além do risco financeiro, há a possibilidade de exposição de dados pessoais, que podem ser utilizados em fraudes futuras. Por isso, especialistas recomendam desconfiar de qualquer mensagem não solicitada, evitar clicar em links desconhecidos e confirmar informações diretamente com a transportadora ou loja responsável.





