O manjuari, também conhecido como peixe-cuban gar, é uma espécie que existe há cerca de 150 milhões de anos e está atualmente classificada como “criticamente ameaçada” pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
A população da espécie caiu rapidamente devido à exploração histórica, destruição de habitat e à introdução do African Walking Catfish, espécie invasora que chegou ao Pântano de Zapata, em Cuba, em 1999.
O peixe é longo e esguio, com um focinho cheio de dentes, e habita exclusivamente o Pântano de Zapata, o maior pântano preservado do país. O local, apesar de infestado de mosquitos e de difícil acesso, é essencial para a sobrevivência da espécie.
A preservação do habitat é considerada prioridade para garantir que o manjuari tenha espaço suficiente para se alimentar e se reproduzir, além de proteger a biodiversidade do ecossistema local.

Reprodução controlada para reforço populacional
Para tentar reverter o declínio, biólogos cubanos desenvolveram um programa de reprodução em centro de incubação próximo ao pântano. Os filhotes recebem alimentação controlada e cuidados até atingirem condições de sobrevivência na natureza. Após esse período, são devolvidos ao pântano para reforçar a população selvagem.
O trabalho exige monitoramento constante, considerando os riscos ambientais e a presença de espécies invasoras. Além da reprodução, o programa também visa manter a diversidade genética, garantindo que a espécie consiga se adaptar e sobreviver a longo prazo.
A combinação de reprodução assistida e proteção do habitat é fundamental para impedir que essa relíquia viva, que atravessou milhões de anos, desapareça. A sobrevivência do manjuari depende de ações coordenadas de conservação que unam proteção ambiental e manejo científico.





