No verão é comum que banhos de mangueira ao ar livre sejam frequentes, mas um comportamento em específico precisa de atenção entre os pais. Em meio ao fluxo corrente, é normal que algumas crianças bebam água do ducto, mas a prática é altamente perigosa e pode comprometer a saúde de qualquer indivíduo.
Embora a ação seja comum entre algumas famílias, consumir água da mangueira não é o mesmo que ingerir da torneira. Isso porque mangueiras de jardim, em suma, não são classificados como próprias para alimentação, o que permite aos fabricantes a utilização de diversos produtos químicos e substâncias que jamais seriam autorizados ao consumo humano.
Para se ter uma noção dos perigos de beber água diretamente da mangueira, nela é possível encontrar produtos químicos como o chumbo. O composto em questão tem a finalidade de manter a flexibilidade do produto mesmo que guardado por muito tempo. Porém, a exposição ao elemento químico, seja por ingestão, inalação ou contato com a pele, pode levar à intoxicação, prejudicando o sistema nervoso, rins, sangue e outros órgãos.
Ao serem expostas no sol, as mangueiras tendem a elevar sua temperatura, o que acarreta ainda no vazamento de produtos químicos para a água em grande concentração. Por sua vez, em 2016, o Centro de Ecologia de Ann Arbor, dos Estados Unidos, avaliou que o utensílio comporta, em sua maioria, PVC, ou vinil. O problema é que para que sejam criados, os objetos recebem injeção de bromo, antimônio (ambos retardantes de chamas), chumbo e ftalatos.
Mangueira testada é indicada para aquisição
Ainda que beber água proveniente de uma mangueira de jardim não seja o indicado, alguns modelos são menos propensos a causar prejuízos à saúde humana. Sobretudo, o estudo do Ecology Center descobriu que mangueiras feitas de poliuretano (não PVC) geralmente estão livres de contaminantes tóxicos.
Apesar de reduzir os possíveis danos, é necessário manter as mangueiras armazenadas na sombra para evitar que o calor vaze qualquer material. No mais, o aconselhável é beber água de fontes seguras, como purificadores ou água do poço, desde que apresentem alta qualidade e estejam aptas ao consumo.
