Em 2003, durante o primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o programa Bolsa Família foi criado. Reconhecido como o maior projeto social de transferência de renda da América Latina, serviu de exemplo para ações similares. Ao final do ano passado, o Governo do Rio Grande do Sul lançou o Programa Família Gaúcha.
De acordo com as autoridades competentes, o projeto tem a finalidade de auxiliar aproximadamente 9.925 famílias com R$ 200. No entanto, é possível que o valor escale para R$ 250, caso a composição dos lares apresente crianças de 0 a 6 anos. Por ser um mecanismo estadual, os pagamentos são direcionados para o Cartão Cidadão do Banrisul.
O primeiro pagamento foi realizado no dia 30 de dezembro de 2025, com estimativa de investimento total de R$ 2.299.600,00. A título de curiosidade, o Programa Família Gaúcha consiste em uma iniciativa executada pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes). No mais, a transferência de renda será realizada ao longo dos 22 meses de vigência do projeto.
“Com essa iniciativa, vamos além de ações imediatas ou pontuais, atuando de forma consistente e multisetorial no enfrentamento da pobreza e na construção da autonomia dessas famílias. O Estado deve ser uma alavanca que amplia o acesso a direitos, fortalece a inclusão socioprodutiva e abre oportunidades que geram qualidade de vida e justiça social, sem deixar ninguém para trás”, disse o governador Eduardo Leite.
Entenda como funciona o novo “Bolsa Família”
Com um investimento de mais de R$ 120 milhões do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), a iniciativa foi implementada em 92 municípios atingidos pelos eventos climáticos de 2024. Participantes do Programa RS Seguro e que estão dentro dos critérios do Índice de Vulnerabilidade das Famílias do Rio Grande do Sul (IVF/RS) foram priorizados em um primeiro momento.
Conforme as informações dos órgãos competentes, o programa envolverá mais de 170 Centros de Referência de Assistência Social (Cras). No cenário atual, os dados do Cadastro Único (CadÚnico) confirmam que o Estado tem atualmente cerca de 610 mil famílias vivendo em situação de pobreza e extrema pobreza, com renda per capita até R$ 218 mensais.





