Com apenas 15 municípios, Roraima é o estado brasileiro com menor número de cidades do país, um contraste evidente quando comparado a Minas Gerais, que possui mais de 800 municípios. A diferença reflete fatores históricos, demográficos e territoriais que moldaram a formação administrativa da Região Norte. Entre as razões está a baixa densidade populacional.
Roraima figura entre os estados menos populosos do Brasil, o que reduz a demanda por novas divisões municipais. Além disso, grande parte do território é ocupada por áreas de preservação ambiental e terras indígenas, o que limita a expansão urbana e a criação de novos municípios. Outro fator determinante é a história recente. Roraima só foi elevado à condição de estado em 1988, após a Constituição Federal, quando deixou de ser território federal.

Esse processo mais tardio resultou em menos tempo para a organização político-administrativa e a criação de novas cidades, ao contrário do que aconteceu em estados mais antigos. Apesar de ser pouco povoado, Roraima se destaca em relação ao ambiente de negócios, principalmente na capital Boa Vista. A cidade aparece como a terceira melhor do país para empreender.
Estado de Roraima é o 3º melhor do Brasil para empreendedorismo
A afirmação leva em conta os dados do Ranking Nacional de Liberdade para Trabalhar das Capitais, elaborado pelo Instituto Liberal em parceria com o Instituto Millenium. O levantamento mostra que Boa Vista fica atrás apenas de Curitiba, no Paraná, e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, na comparação com as outras capitais brasileiras. A maior cidade de Roraima, inclusive, se destaca por exigir menor burocracia para empreender e pela maior agilidade na abertura de empresas.
“Quando facilitamos o acesso à formalização e reduzimos o tempo de abertura de empresas, estamos estimulando a economia local. Isso gera mais oportunidades, fortalece o comércio e cria um ciclo positivo de desenvolvimento para a cidade”, afirmou o secretário municipal de Economia, Planejamento, Orçamento, Finanças e Tecnologia da Informação, Márcio Vinícius.





